Por Miguel Toscano e Pedro Henrique de Paula

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Notícias quentes

Dizem que frio e calor são sensações psicológicas. O frio pode até ser, mas o calor, meu amigo, nunca será. Temperaturas altíssimas em todas as regiões do globo. É como se o núcleo estivesse trocando de lugar com a crosta terrestre.
Uma pergunta que tem sua resposta baseada no gosto de cada um, é a famosa: "É melhor calor ou frio?"
Falando de um ponto de vista particular e muito distante do senso crítico, gosto muito do frio. Mas deixe-me explicar. Tratando-se do dia-a-dia, de ir para a  rua, andar, estudar e outras coisas triviais, é melhor estar caindo neve do que estar caindo suor na minha prova ou nos meus sapatos. Sol é bom quando você está com os pés na areia de uma praia, ou nas pedras de uma cachoeira. Não quando eles estão na sala de aula ou num Nike Sauna.
Meu maior argumento de defesa em relação à essa discussão, é a questão de, quando está frio, nada que um ou dois ou três casacos (dependendo de cada um) não resolva. Lembre-se que estamos tratando de situações corriqueiras. Quando está quente, não é muito agradável andar o tempo todo com as asas abertas para não receber de pronta-entrega duas pizzas do sabor indesejado sob os braços. Claro que existe ar-condicionado, ventilador e etc. Mas se você tem rinite, laringite, bronquite, traqueíte, gargantite, tititite, sabe que não é legal ficar com o nariz nesse ar incondicionado o dia todo.
Claro que esse foi meu ponto de vista, digamos, fútil. Falando como um ser humano que enxerga além das folhas dos jornais e da tela da TV, esse calor todo (e até o próprio frio) não vieram do forno ou da geladeira do descuidado São Pedro que deixou as portas abertas. A questão é mais preocupante. Às vezes, eu fico com medo de ter aulas de geografia. De ver como o mundo está realmente acabando. Tudo para que eu possa estar aqui escrevendo, e você, leitor, possa estar sentado em sua cadeira, mordendo a ponta de uma caneta e assistindo Araguaia na Globo (ou A Fazenda, como preferir). As pessoas acham que é só o que brother William fala no JN que é a verdade. Quente viu quente vê Bonner. O mundo está derretendo muito mais rápido do que a manteiga do pão que você, leitor, está comendo agora enquanto lê minhas singelas e verdadeiras palavras.
Estudiosos, livros, mentes abertas nos alertam todo o tempo sobre a destruição que estamos causando. O planeta possui um calor próprio. Um calor revestido em raiva. Seu calor é tão vivaz quanto a chama que o cria. Mas o homem é cego a ponto de ver apenas a chama e não sentir o calor. Não o calor que estamos sentindo agora. Mas pura e simplesmente, o calor. É preciso acordar agora ou a coisa vai ficar bem mais quente do que está. E aí então, não haverá faca que não parta essa manteiga ao meio.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Cotas, conhece?

Algum tempo atrás, muitas pessoas acreditavam que, aquelas que não fossem como elas(ou como a maioria), não tinham o direito de viver. Elas pensavam que, se alguém tivesse uma cor um pouco mais escura ou pensamentos diferentes das delas, não deveria ter as mesmas "regalias". O problema é que nada mudou... Muita gente ainda pensa assim. Isso se chama "Pré-conceito". E lembra muito o tal do Nazismo.
O sistema de cotas foi inventado com o objetivo de estabelecer uma dita "igualdade" entre os diferentes tipos e as diferentes situações de cada ser humano. Os inventores deste sistema chamavam-no de "igualdade de raças". O grande problema é que eles esqueceram de ler o dicionário para saber que o conceito de raça não é bem esse. A nossa raça é a humana. Se existe alguma diferença entre os humanos, é a de etnias.
Esse conceito errôneo passa uma ideia de que, quem não é como a maioria, não é "gente".
Sistema de cotas:
Benefícios: 0%
Malefícios: 100%

Existem cotas em todos os lugares: 
- Já viu aqueles comerciais de televisão que sempre tem um monte de gente feliz, daí uma é sempre negra, outra é sempre oriental e o resto todo é branco?
- Já viu que, antigamente, o super-herói da DC "Lanterna Verde" era branco e, de repente, virou negro?
- Já viu a quantidade de gente que entra numa faculdade pública por ser negro, filho de policial morto em combate ou estudante de colégio público, mas que não dura nem o primeiro período por falta de base educacional?
Estas mudanças feitas pelo "poder supremo" nada mais são do que valores que implicam no maior destaque da ideia de que somos diferentes e de que, aqueles que se diferenciam da maioria, têm que ser tratados como pobres coitados. "Pra quê estudar? Tenho cota mesmo... foda-se".
Uma minoria quer, realmente, nos manipular. E eles conseguem isso até hoje.
Ainda tenho esperança de que, um dia, acontecerá uma enorme revolução. Uma revolução por aquilo que realmente é necessário e justo. Aquilo pelo qual vale a pena lutar. Aquilo que chamamos de RESPEITO.
Se liga.

                            

Capataz pulsante

Primeiramente, gostaria de pedir umas belas desculpas pelo tempo que ficamos sem postar alguma coisa. Espero que o post de hoje compense o tempo perdido.

O tempo é algo subjetivo. Abstrato. Você pode me dizer que o tempo é a maratona constante realizada pelos ponteiros de um relógio. A corrida frenética onde o ponteiro dos segundos, confiante e prepotente como um adolescente, parece estar sempre ganhando. Mas sempre se esquecendo que o seu passo é ditado pela paciência dos minutos, e pela experiência (também paciente) das horas.
O tempo é algo objetivo. Concreto. Você pode me dizer que o tempo é o percursso constante realizado pelos ponteiros de um relógio. A volta eficaz onde o ponteiro dos segundos, convencido e arrogante como um adolescente, parece estar sempre ganhando. Mas sempre se esquecendo que está destinado a ser ultrapassado pela constância dos minutos, e pela perseverança (também constante) das horas.
Oitavas de final do mundial de basquete. 81 para a Argentina contra 77 para o Brasil. 4 minutos de jogo. Muito tempo para pouco ponto. Pouco tempo para muito jogo.
O tempo é um capataz pulsante. Ditador dos atrasados. Impessoal para com os pontuais. Um mero impulso para os adiantados. O tempo é relativo, assim como tudo na vida. Um pão pode ser nada, como também pode ser tudo. O que são alguns segundos para um lavrador que espera o nascimento de sua plantação? O que são alguns segundos para um time que está perdendo de 4 pontos num jogo de basquete? O que são alguns segundos para um paciente em estado terminal de câncer?
O tempo é algo que passa. É algo que vai passar. É algo que está passando. É algo que passou. O tempo está aqui, agora e quando vemos, não está mais. Já estamos atrasados.
Por enquanto, é só isso que lhe ofereço, leitor. Minha inspiração não dura muito. Mas até achar alguma coisa digna de ser escrita, é pura e simplesmente uma questão de tempo.

Cara nova

Caros leitores,
após um tempo parados, nós estamos de volta com algumas coisas diferentes.
A partir deste post você vai ler apenas redações feitas por mim e por Miguel Toscano, além das notícias quentinhas de João Rafael.
Esperamos que continuem nos acompanhando e que nos enviem comentários para que o blog continue melhorando cada vez mais!
Um abraço.