Por Miguel Toscano e Pedro Henrique de Paula
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Manchas no espelho
Edifício J.P. de Azevedo, número 145. O último prédio do bairro. Você está doido pra ir para casa. A placa do lugar está gasta. Um dia foi uma bonita placa dourada, com as letras e os números em baixo relevo. O prédio, estilo americano, tem quatro andares e quatro degraus para chegar até a porta. No lado direito, um interfone com quatro números. A porta principal é de ferro com grades. Aberta, como de costume, a essa hora da tarde. A segunda, que leva ao hall, tem um vitral com um desenho cubista de um cão caçando patos. Também aberta. Ao entrar, você pode ver um corredor ligeiramente largo e estreito, com azulejos geométricos forrando o chão. Quando a luz do sol bate na porta, as cores do vitral formam um desenho bonito nos azulejos e nas paredes. Um desenho que não é mais um cão caçando patos. Na parede à esquerda, pode-se ver as caixas de correspondências. Quatro pequenas caixinhas de madeira, surradas pelos anos e pelo abrir e fechar das portinholas. Você abre sua bolsa, abre as portinhas, e coloca as correspondências ali. Ao abrir a segunda portinhola, a mesma faz um barulho, como se pedisse que essa fosse a última vez em que seria aberta. Não será. Você coloca uma carta para cada morador. Exceto o último, que além da carta, recebe um presente também, que parece ser um anel. Ao lado das caixas, fica um espelho quadrado com manchas, que ainda mostra o que parecem ser lembranças de cada face que ali, viram o seu verdadeiro rosto. Rostos tristes. E no fundo do corredor, de frente para a porta, fica sentado uma figura extremamente singular, que parece não chamar quase a atenção das manchas no antigo espelho. Um singelo e dorminhoco porteiro. Sentado ao lado da escada, onde a luz colorida do vitral chega se arrastando, para disputar lugar com as sombras do corredor.
É um senhor de pele morena, rosto arredondado e barba branca, já com seus 60 anos. O chamam de Jojô. Um tanto saliente. O bastante para usar sua barriga de apoio para as mãos, que apóiam ao pescoço, que apóia a cabeça de face redonda, e que por fim, apóia uma velha boina xadrez, nas cores verde, vermelho e preto. Usa o que parece ser um velho uniforme de marinheiro, só que curiosamente, cinza. Talvez um dia tenha sido branco. Seus sapatos são bonitos e engraxados. Bico quadrado. Estão cruzados um sobre o outro. O porteiro, possui a pele do que podem ter sido anos de trabalho ao sol, mas os pêlos alvos como algodão. Sua barba está feita, e o bigode, parece ser aparado por lâminas feitas unicamente para isso: apará-lo. Seu cabelo, ou não existe, ou está escondido sobre a boina, como o próprio Jojô se esconde sobre as sombras do corredor.
Você nunca viu como o porteiro chega ao prédio, e nem como vai embora. Também nunca viu seu Jojô acordado. Está sempre dormindo. Uma vez, você encontrou ali, um morador que o cutucou para ver se não tinha morrido. O velho porteiro então, suspirou forte, fazendo um movimento exótico com a barriga, mas sem abrir os olhos cansados por segurar as grossas e hirsutas sobrancelhas.
- Pois bem, está vivo - Disse o morador, dando um caloroso sorriso de quem já está acostumado com a figura. Era um rapaz simpático, com seus 20 e poucos anos. Mas que parecia ter seus problemas, como todo mundo. Talvez seja ele que vá receber o presente hoje.
Mas hoje não tem morador. O rapaz ainda não foi buscar seu misterioso pacote (se é que é dele). Só estão você e seu Jojô.
Se você é alguém que observa bem as pequenas coisas, pode perceber algo em seu Jojô. Algo talvez tão difícil de perceber, quanto a velha tristeza nos borrões do espelho. Talvez, tão difícil de se ver quanto o efeito das luzes do vitral no interior do hall. E talvez, tão difícil de perceber quanto os problemas do jovem morador, escondidos sobre o riso rido para espantar esses problemas. Hoje, seu Jojô parecia mais inerte do que nunca. Mais inerte do que o espelho, do que as caixas de correspondência, mais inerte do que o cão que caça os patos. Mais inerte que os próprios patos. Será que... Não. É claro que não. Você está pensando bobagens. Está cansado, por ter entregado cartas o dia todo. Precisa ir pra casa, descansar. Amanhã, quando voltar, ele estará parado com sempre esteve.
Não, você não consegue ir embora. Algo lhe diz que você deve tomar uma providência. Cutuque-o. Isso, cutuque-o. Faça como o morador. O que ele pode fazer, brigar com você? Talvez ele acorde e olhe pra você, surpreso, por nunca tê-lo visto na vida. Afinal, ele está sempre dormindo.
Ande logo. Você olha lá para os azulejos. Já não se pode mais ver as cores do vitral como antes. Quanto tempo você perdeu aqui? Uma hora, duas, talvez? O crepúsculo já caminha nas ruas, acendendo alguns postes nas calçadas.
- Ande logo com essas cartas, rapaz - você ouve - Já está escurecendo. As ruas ficam perigosas depois das oito.
Uma voz rouca se dirige a você, fazendo vibrar seus pulmões .
Você se vira a tempo de ver seu Jojô coçando o nariz com a parte superior da mão esquerda. Depois disso, a inércia parece se apossar do porteiro novamente. Mas ele está vivo. Ele se mexeu como você nunca havia visto antes. Ele falou com você. Por algum motivo, você se sente uma criança que vê uma estrela cadente na imensidão do céu. Você simplesmente sorri um sorriso sem jeito, mesmo sabendo que ele não viu esse sorriso. Você se vira, e caminha até a porta. A primeira porta tem um vitral com um desenho cubista de um cão caçando patos. Está aberta, como de costume. Quando a luz dos postes bate na porta, as cores do vitral formam um desenho bonito nos azulejos e nas paredes. Um desenho que não é mais um cão caçando patos. A segunda porta, que leva à rua, é de ferro com grades. Também aberta. Mas a essa hora da noite, você a bate, para trancá-la.
O prédio, estilo americano, tem quatro andares e quatro degraus para chegar até a calçada. No lado esquerdo, um interfone com quatro números.
Edifício J.P. de Azevedo, número 145. O último prédio do bairro. Você está doido pra ir para casa.
sábado, 14 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
(Semanal Cultural) Bon Jovi e Rush no Brasil

Bon Jovi começou a fazer sucesso nos anos 80 com músicas como: "Livin'on a Prayer", "Wanted Dead or Alive", "You give love a bad name" entre outras. O grupo, nativo do estado de Nova Jersey, se consagrou como uma das bandas de rock mais dinâmicas do mundo e mantém o ritmo, fazendo shows em vários países. Ao decorrer de sua história, os músicos já lançaram 11 discos,venderam mais de 120 milhões de cópias e se apresentaram em todos os continentes. No nosso país foram quatro vezes.
Após 15 anos, Jon Bon Jovi, Richie Sambora, Tico Torres e David Bryan voltam para dar a oportunidade aos seus fãs brasileiros de assistirem ao seu quinto show aqui. Esse faz parte da turnê "The Circle" e será realizado no Estádio do Morumbi,em São Paulo no dia 6 de outubro.
As entradas custarão de 160 a 600 reais e já estão disponíveis em vários pontos de venda.

O trio canadense Rush fará shows em São Paulo e no Rio de Janeiro nos dias 8 e 10 de outubro, respectivamente.
Rush começou em 68. Mas sua formação clássica foi formada duas semanas antes da primeira turnê do primeiro disco, lançado em 74. Foi quando Neil Peart substituiu o antigo baterista da banda pois esse tinha problemas de saúde. Peart é considerado, hoje, um dos melhores bateristas do mundo e também compôs várias músicas para o grupo. Tocando um rock progressivo Alex Lifeson, Geddy Lee e Neil Peart começaram a ficar conhecidos e lançaram vários outros discos como: "Caress of Steel", "A Farewell to Kings", "Hemispheres" entre outros. Ao longo da carreira da banda foram 19 álbuns, muitas turnês e muitos, MUITOS prêmios.
A última vez que o grupo esteve no Brasil foi em 2002 naquele show memorável no Maracanã. Os shows desse ano farão parte da turnê "Time Machine" e incluem em seus repertórios todas as músicas do álbum "Moving Pictures" além dos clássicos da banda.
As entradas custarão de 160 a 500 reais e já estão disponíveis em vários pontos de venda.
É isso aí pessoal, esse é um pequeno (bem pequeno) resumo das histórias de duas grandes bandas que fazem parte da história do rock n'roll. Só pra vocês terem uma ideia do privilégio que nós teremos em recebê-las aqui no nosso país.
Aqui vai um conselho de amigo: se você pode ir a qualquer um desses shows, vá, pois com certeza não irá se arrepender!
domingo, 8 de agosto de 2010
O maior problema da humanidade
-AVISO-
O texto a seguir expressa a opinião da minha pessoa. Ou seja: não estou afirmando nada e também não acho que sou o dono da verdade.
Se você é algum tipo de religioso fundamentalista, não aconselho que prossiga esta leitura...
Teoria de como "deus" e a religião foram inventados:
Num passado muito distante as pessoas viviam nas mesmas condições. Todos trabalhavam para sua subsistência e viviam em uma suposta harmonia.
Porém, como o ser humano possui a grande "dádiva" de raciocinar, alguns deles passaram a querer mais que os outros. E, assim como o leão mata outros animais para sobreviver, o homem criou a religião.
Imaginem a cena a seguir:
Fulano chegou na cidade gritando, dizendo que foi enviado por uma força divina e que todas as pessoas deviam venerá-la . Deveriam oferecer parte de suas riquezas como tributo a esse deus e, se necessário, oferecer sacrifícios em nome do próprio. Fulano também diz que, se alguém fizesse algum tipo de objeção ou não seguisse as ordens, supostamente enviadas diretamente a ele, quando morressem, iriam todos para um lugar que ele apelidou de "inferno". Era um lugar terrível onde as pessoas eram torturadas durante toda a eternidade. Com medo, esse povo passou a acreditar em tudo isso.
Dentro dessa mentira existiam vários outros "fundamentos" que deviam ser seguidos com rigor e que garantiam ao Fulano ainda mais poder sobre aquelas pessoas. Isso foi crescendo e crescendo e se tornou o que eu acredito ter sido A MENTIRA MAIS EFICIENTE DE TODOS OS TEMPOS. A pessoa que inventou essas coisas era, provavelmente, um gênio. Ele passou a comandar toda uma região através do MEDO.
O medo leva qualquer ser vivo a fazer o que for necessário para que ele sobreviva.
-Os problemas que a religião traz-
Acredito que a religião é o maior problema da humanidade e que "o mundo seria salvo se o último político morresse enforcado pelas tripas do último pastor". Acredito mesmo.
Pelos seguintes fatores:
- O trabalho com manipulação genética foi descoberto como sendo a chave para a cura dos maiores problemas da humanidade: pesquisas com células-tronco, clonagem e outras experiências feitas por grandes gênios(em sua maioria ateus tidos como pessoas más) que estudaram durante sua vida inteira com o simples objetivo de salvar vidas. Porém, um grupo de pessoas condena essa prática dizendo que aquilo é proibido por um ser que eles nunca viram. Eles falam que os cientistas estão "brincando de deus" e também dizem que, quando um óvulo é fecundado, ele já deve ser considerado uma forma de vida. Para eles, a morte de um embrião é assassinato.
Isso tudo atrasa o desenvolvimento da medicina e mata várias pessoas com doenças que já podiam ter sido curadas(Se não fosse a Igreja).
- Os chamados "fundamentalistas" são as únicas pessoas realmente religiosas. Se você não é fundamentalista, você não tem religião. Sabe por que?
Quando você adota uma religião e acredita fielmente na maioria das coisas que ela prega, mas não todas, você acaba de criar uma nova religião muito semelhante a sua suposta, mas com aspectos diferentes da própria. O que a torna uma nova crença. (por um acaso você acredita que um cara abriu um mar no meio?)
Voltando ao assunto. Os fundamentalistas são aqueles que acreditam em tudo que sua religião diz e à seguem ao pé da letra com muito rigor. Este rigor nos presenteou com as pessoas mais legais do mundo: os terroristas!!!
"vamos matar todo mundo que pensa diferente da gente. E também nos matar, se necessário."
Simples, não acha?
O jeito mais fácil de explicar toda existência do universo, sem a necessidade de estudar pra isso, é dizendo que tudo foi criado por um "deus". É cômodo e aliviante acreditar que sempre vai ter alguém cuidando de você e que, quando você morrer, tudo vai ser muito legal, não é? O problema é que pode não ser assim. E muito provavelmente não é.
Tente formar suas ideias e pensamentos sem a interferência de qualquer dogma pré-estabelecido. Seja livre para pensar e não aceite nada, sem antes analisar se aquilo realmente é certo.
Se liga.
Agradecimentos: Prof. Leandro
Por acaso, já ouviu falar do Mito da Caverna, caro leitor? Platão, muitos e muitos anos atrás (muitos anos mesmo), confabulou sobre uma 'caverna', que era a morada de todos os seres do planeta. Dentro dessa caverna, todos estavam voltados para uma grande parede, que ficava de frente para a entrada da gruta rochosa. Ao olhar para a parede, as pessoas então se postavam de costas para a entrada do abrigo de pedra. Mas o que tanto elas olhavam na parede? Platão dizia que com a luz vinda de fora da caverna, as sombras das pessoas e de suas ações eram projetadas na grande parede. Com isso, todos os habitantes observavam o que Platão disse ser o "mundo das sombras". Um dia, uma pessoa se virou para a entrada da caverna. Primeiramente, ficou ofuscada pela luz forte e impactante. Ao caminhar para fora, ela se viu em um mundo totalmente diferente e 'ideal' para se viver. Com isso, essa pessoa voltou para a caverna para avisar aos outros sobre o que acontecia. Para avisar que tudo aquilo em que viveram todo esse tempo foi uma grande mentira. Ao ouvir tamanho absurdo, todos os outros se revoltaram, e puniram aquele que saiu da caverna.
Eu sei que é um pouco difícil para entender, devido às metáforas e etc. Então, deixe-me ajudá-lo, digníssimo leitor. Digamos que essa "Caverna" seja o nosso mundo de hoje. Como o conhecemos. E digamos que tudo o que vemos é uma mentira. Para ser a culpada de vivermos nessa mentira, vou apontar aqui, não por acaso, a Mídia. Suponhamos que a Mídia (tão falada Mídia) seja a 'grande parede' que nos mostra exatamente 'a sombra do mundo real'. Está começando a entender? Então vamos lá. Pense comigo. O que acontece quando alguém se volta contra para a direção contrária à apontada pela Mídia? Quando alguém caminha e vê a verdade? Vê o mundo real?
Está compreendendo? Ou estou jogando as informações muito rápido?
Está compreendendo? Ou estou jogando as informações muito rápido?
Resumindo, o que quero realmente, leitor, é mostrar que existe vida lá fora. Que nem tudo é como acontece nas novelas. Não peço que se desligue do mundo, e vá ser um eremita e morar (ironicamente) numa caverna. Temos que estar observando o que acontece no pequeno planetinha azul. Mas temos que comprar mais saquinhos de café, e filtrar melhor esse caldo marrom que nos dão e chamam de café, se é que me entende. Procure ter mais senso crítico com o que vê. Com o que lê. Jogue um pouco de leite nesse seu café, e o deixe um verdadeiro pingado.
E se você parou nesse momento, e pensou: "se tudo o que eu vejo e leio pode ser uma mentira, então esse blog inteiro pode ser uma grande mentira!"
Então, acho que meu pulinho lá fora não vai ter sido em vão...
sábado, 7 de agosto de 2010
E tudo era Rói
Lembro que estava andando outro dia pela Gavião Peixoto (uma rua importante de Niterói, RJ), que assim como o resto da cidade, é caracterizada por uma palavra: movimentação. E foi exatamente isso que eu observei enquanto caminhava sob o sol da tarde.
Como toda cidade metida à grande, Niterói chegou à um ponto onde não são mais as ruas que possuem muitos carros, são os carros que possuem poucas ruas. As buzinas passam a ser tão normais quanto aquele zumbido que dá no ouvido na subida de serra. Nas ruas, as classes se misturam. Os ricos dentro, os pobres fora. Separados apenas por vidros. Nas calçadas, a mesma coisa. Mas não há vidros. Somente o ego separa a dona de um maltês de pelo liso, do rapaz do camelô. Enquanto caminhava, algo além das buzinas me chamou a atenção: "Olha o RAPA!"
Essa frase veio ao longo da rua, de boca em boca, com os camelôs sem licença. Antes de explicar o que é o "Rapa", vou descrever como são esses camelôs. São pequenas mesinhas de madeira, ou apenas tampos estendidos no chão, que ficam nas calçadas servindo de exposição da arte de pessoas querendo ganhar um dinheiro pra sobreviver e alimentar a família. Existem as barraquinhas também, mas esses são os que possuem o direito de vender no seu ponto. São legalizados.
Voltando à história, essa frase veio ao meu lado, no percorrer do trajeto subindo a rua. E por onde passava, provocava uma reação de desespero visível nas faces dos comerciantes. Rapidamente, toda a bugiganga já havia sido juntada e guardada. Alguns tinham várias aparelhagens, onde uma corda era puxada e a mesinha dobrava ao meio com todo o material, facilitando a fuga. Mas fuga de que?
Gritar "o rapa" foi um meio que os comerciantes descobriram de avisar os outros sobre os fiscais da prefeitura. Eu não tive a oportunidade de observar ou estudar esse fato, mas pelo o que vi, me parece algo bem mais estruturado. Imagino que exista alguém que fique de prontidão, no caso de os fiscais 'brotarem' na parada.
Quando os comerciantes são abordados, a mercadoria é apreendida.
E os comerciantes que são pegos? Tem que se virar pra alimentar as crianças.
Não é algo bonito de ser dizer, mas eu achei importante dividir essa experiência com você, leitor. Não é sempre que nos desprendemos da nossa rotina para viver algo diferente. E eu, particularmente, me considero alguém que observa muito ao redor. Minha vista não é perfeita, claro. Ontem mesmo, fui à um oftalmologista. Terei que usar óculos. Mas minha observação pode ser algo de que eu me orgulhe.
E aí, pessoal? Bem, como a maioria de vocês já deve estar sabendo, eu fui convidada pelos meninos do "Esterco Filosófico" para postar semanalmente minhas visões femininas sobre diferentes tópicos. Ainda não defini o tópico sobre o qual falar, mas posso garantir que até semana que vem um post é certo. Na verdade, esse post é só uma breve apresentação e agradecimento pelo convite dos meus amigos. E mais do que isso, um pedido por sugestões e críticas não só das leitoras, como também dos leitores, que vocês podem enviar pro meu email (amandinhatitoneli@hotmail.com) ou falar comigo diretamente pelo twitter. Fiquem certos de que eles serão muito bem vindos, e que eu conto com essa colaboração. No mais, espero que vocês continuem acompanhando o blog e aproveitando a leitura dos nossos tópicos! Até semana que vem! Beijos.
Senso Crítico, falou?
No meu último post ("novelas no nosso cotidiano") eu falei sobre a presença da Rede Globo nas residências brasileiras e como isso pode manipular a população.
"MST"(Movimento dos Sem Terra). O que é o MST para você? Sua ideologia? Como agem? Estão certo? Errados?Analisemos...
Objetivos do MST:
• Lutar pela terra;
• Lutar por Reforma Agrária;
• Lutar por uma sociedade mais justa e fraterna.
O MST Defende que a expansão da fronteira agrícola, os megaprojetos, as barragens contribuíram para concentrar a propriedade da terra e eliminar as pequenas e médias produções agrícolas.
Hoje em dia os maiores detensores de terra são (não por coincidência) os "líderes" da mídia. (Família Marinho - Rede Globo, Família Abravanel - SBT, entre outras). Vejamos parte de uma postagem de Marco Aurélio Mello (que escreve para a Globo) no blog "Doladodelá" sobre uma "invasão" ocorrida no Pontal do Paranapanema em abril de 2001:
"Quanto aos fatos, sabíamos apenas que não houve uso da força e não havia ninguém na área, apenas um bosque e um enorme pasto, sem uso. O MST informava que tratava-se, não de invasão, mas de ocupação da área, que pertencia à União, era terra devoluta. [...]
Atualmente, a terra é considerada devoluta quando é possível comprovar que não é registrada, nem possuída por ninguém e está desabitada.
No dia seguinte havia uma determinação do Rio (nunca dizem quem determinou, mas instintivamente a gente sabe...). A ordem era para que, a partir daquele dia, tratássemos as ações do MST de forma padronizada. No lugar de ocupação, teríamos que grafar invasão. Não falaríamos em 'terras devolutas, porque o povão não entenderia'. E acompanharíamos a decisão da justiça sobre a reintegração, ou não, da posse."
Por que a Globo trataria assim as ações do MST? Simples: dá mais lucro! É mais lucrativo ter terras demais enquanto outros não podem plantar o próprio alimento. Logo, a Globo nos passa a imagem que, de cinco brasileiros, três pensam assim. "MST são um bando de roceiros com foices e armas invadindo fazendas, matando fazendeiros inocentes, só porque são um bando de preguiçosos que roubam dos outros ao invés de procurar um trabalho direito e comprar suas próprias terras." Mas poucos sabem da legitimidade que existe no MST.
Eu, no primeiro semestre deste ano, visitei um assentamento do MST. No caminho de ida, eu só pensava que poderia sair de lá com um corte de foice ou um tiro na perna. Chegando lá, encontrei pessoas extremamente humildes. Porém extremamente espertas. Era uma terra do tamanho de, aproximadamente, 8.000 maracanãs. Era terra devoluta. E 50 famílias, depois de conseguir aprovação legal, entraram na fazenda (ao contrário de o que a maioria acha, eles não são fora da lei. Eles apenas "invadem" com permissão legal). Essas famílias viviam em condições sub-humanas: as cabanas eram tocos de madeira com uma lona em cima e sem nenhuma camada sobre o chão. Não receberam permissão para plantar, então a cada dia era uma luta para arrecadar alimentos. Uma vida extremamente dura. Mas eu nunca fui recebido por alguém em sua "casa" tão bem como fui lá.
Eu conversei com um rapaz que cursara uma faculdade federal de direito, mas que havia largado sua vida boa para apoiar o movimento.
Era incrível... Nunca vi um grupo de pessoas conviver tão bem. E como havia pessoas tão diferentes ali. Uma senhora de idade fundou aquele grupo MST(tendo uma linda filha com síndrome de down). Homens que ajudavam no trabalho braçal e mulheres na cozinha com o auxílio do "líder da cozinha" que é um homossexual. Havia gente de todas as idades. Um tocava acordeom, outro cuidava dos cavalos... Um cuidava das cabanas, o outro fazia barro para futuramente fazer casas de pau a pique.... Uma ajuda mútua. Não era nem perto do que eu esperava. Eu esperava muito menos.
Você pode até usar como argumento contra o MST alguns casos, como o laranjal destruído que você viu no jornal da GLOBO ou de qualquer outro caso que você viu no Fantástico. Mas, certamente, não foi mostrado todo o cenário em que aquilo aconteceu: o que estava acontecendo antes e tudo mais. E mesmo que este grupo do MST estivesse errado, é só disso que ficamos sabendo. Por isso vou publicar um caso entre vários outros que não chega para nós:
Aconteceu em uma mina de bauxita em Minas Gerais. Todo o minério extraído era transportado por um trem. Porém, era colocado mais bauxita do que cabia no vagão, formando uma parábola sobre seu limite. Em conseqüência da fumaça que saia quando o vento passava por esse excesso, estava sendo registrada grande quantidade de câncer de pulmão, asma e outros problemas respiratórios nas crianças onde o trem passava. Embora a população tenha feito as reclamações, esse caso não "pegou" e continua do jeito que estava até hoje. Isso não passou na Globo. Assim como em vários outros casos.
Eu ficaria dias falando sobre a maneira não imparcial da globo em transmitir as coisas, mesmo existindo várias outras informações que não chegaram a mim.
Eu posso garantir que, antes desta visita ao MST, eu era um garoto que se achava super senso crítico, esperto e que ninguém conseguia manipular. Mas quando saí daquele assentamento me senti uma marionete. Sei que é difícil mudar algumas ideologias que a gente ouve desde criancinha. Mas não pode continuar da maneira que está. A Globo é muito mais esperta do que parece e não é nada "gente boa".
Não estou pedindo para vocês odiarem a Globo e se juntar ao MST. Só estou pedindo para todos buscarem mais fontes de informação. Você já entrou no site do MST? A maioria responderia não. E espero que isso não fique só para a situação Globo versus MST, mas para vários outros temas em que somos manipulados.
SENSO CRÍTICO, FALOU?
Preconceito Muscular (Semanal Filosófico)

"Não podemos discriminar pessoas pela raça e opção sexual, mas podemos ser discriminados pela nossa massa muscular" Waldemar Guimarães.
O semanal dessa semana tratará de um assunto que passou do aspecto racional para o emocional. Isso significa que as pessoas, ao argumentarem sobre isso, perderam a razão, influenciadas por uma mídia manipuladora, sensacionalista e desinformada.
O preconceito muscular é algo que irrita profundamente quem treina de verdade e tem o "bodybuilding" como estilo de vida, principalmente quando provém daquelas pessoas do mundinho "malho pela saúde". Mas, os mesmos são encontrados nas baladas dos fins de semana enchendo a cara de álcool, fumando sei lá o que e cheirando outras porcarias.
A maioria das pessoas, ao se depararem com um cara "bombado", logo diz que é tudo anabolizante. Os mais velhos dizem que é uma deformação e outros dizem que acham feio e que, se tomassem, também ficariam assim pois têm "tendência a crescer". E ainda a típica das patricinhas : "ridículo isso" .
Parece que não vale o esforço, dedicação, disciplina, alimentação e devoção ao esporte. Tudo isso fica esquecido.
"Nós crescemos do nada, ou melhor, por que tomamos bomba" . Os caras que treinam de verdade e estão na estrada há muito tempo têm que ouvir esse tipo de coisa todo dia. Pense nisso...
"Nós crescemos do nada, ou melhor, por que tomamos bomba" . Os caras que treinam de verdade e estão na estrada há muito tempo têm que ouvir esse tipo de coisa todo dia. Pense nisso...
Não quero criticar o estilo de vida de ninguém. Se quiserem beber e fumar e ainda malhar "em prol da saúde", tudo bem. Mas acho que devem, ao menos, respeitar os caras dedicados de verdade à musculação, pois o caminho que eles escolheram é muito árduo, longo e merece respeito. Depois de anos de dedicação, dor, e treinamento intenso, quando os resultados vêm, alguém chega e fala que é ridículo e credita tudo às "bombas" que, aliás, serão nosso próximo assunto: os Esteróides Anabolizantes.
Pelo menos respeite. Não peço mais nada. Se quiser elogiar, ou outra coisa qualquer, melhor ainda. Mas só peço o respeito aos "marombeiros hardcore" de verdade. E só pra lembrar que sim: realmente existem os "bombadinhos" que se entopem de drogas para ficar saradinhos no verão. Mas estes não devem ser confundidos com o perfil do atleta aqui descrito.
Um abraço!
(agradecimentos ao site zegataomuscle.com)
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
"RachMonteiro" - A Esterco recomenda!
Confira este canal no Youtube:
- rachmonteiro
Jennipher, Sabrina e Rach:
- http://www.youtube.com/watch?v=_kQFEtn2py0
A volta de Jennipher:
- http://www.youtube.com/watch?v=yAv7tS3rLy8
- rachmonteiro
Jennipher, Sabrina e Rach:
- http://www.youtube.com/watch?v=_kQFEtn2py0
A volta de Jennipher:
- http://www.youtube.com/watch?v=yAv7tS3rLy8
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Hipocrisia (um breve comentário)
Gente cagando dinheiro pedindo pra gente que tem menos dinheiro(ou não) dar dinheiro pra gente que tem menos dinheiro ainda. A repetição é necessária.
Se liga.
Se liga.
Mostra sua cara

Nesta frase existem dois possíveis motivos para que todo esse sistema não funcione corretamente. O primeiro é o modelo capitalista, dito anteriormente. Muitos criticam-o como a "grande razão dos problemas da sociedade". A maioria deles é favorável a outros modelos, como o socialismo, comunismo e até o anarquismo, mesmo que alguns não entendam "bulhufas" de qualquer um deles. Na minha sincera opinião, o capitalismo é o sistema "menos pior". Além disso, ele está longe de ser o principal problema.
O segundo motivo é aquele que deve ser analisado com mais atenção por todos vocês, caros leitores: são essas pessoas que dizem "lutar por nossos direitos"; são aqueles que se dizem "pessoas do povo", mas que não fornecem a educação, alimentação e saúde necessária para nosso bem estar.
Pense bem nisso. Você vai chegar à conclusão de que a grande falha não está no sistema. Está nas pessoas que o comandam!
1- "Brasil, um país de todos"
1- "Brasil, um país de todos"
2- "Sou brasileiro e não desisto nunca"
3- "Brasil: o país do futuro"
4- "Ordem e progresso"
1- Todos quem? Todos os grandes empresários, senadores e deputados que não somam nem 1% da população, mas que possuem quase toda a renda de todo um país?
2- Você não tem escolha.
3- Como disse meu querido professor e amigo, José Alexandre: "O Brasil tem que se ver como o país do presente, e não do futuro".
4- Prefiro não comentar essa parte. Ainda quero que vocês continuem lendo este humilde texto sem querer me matar.
Perante à análise feita de uma parte dessas famosas frases de televisão e afins, percebemos que, ou a mídia e, consequentemente, o povo em si estão cegos e não conseguem perceber os problemas que nossa nação sofre, ou que existe todo um esquema formulado desde a época da ditadura militar(com a "criação instantânea" de artistas) até os dias de hoje("bolsa família", "fome zero", "criança esperança", etc...) para nos enganar com uma falsa satisfação com a situação em que vivemos. Enquanto o povo comemora vitórias de "Copa do Mundo"(ou não) e se sente orgulhoso de ser brasileiro, o governo cobra mais de 70 impostos e oferece os piores serviços públicos do mundo.
Já ouviu falar em "Panis et circenses"? Procure saber o que é isso e observe a grande semelhança com alguma coisa que devo ter dito.
Se liga.
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