Pois é, eu fiquei encarregado de dar notícias. Farei, então, um pequeno resumo das mais recentes que dizem respeito a esportes e política, sem muitos aprofundamentos.
ESPORTES:
No mundial de vôlei, o Brasil perde para a Bulgária e comemora. O time segue na competição, agora em uma das chaves teoricamente mais fáceis.
Rafael Nadal perdeu para, o também espanhol, Guilhermo Garcia-Lopes por 2 sets a 1. Com a derrota o número 1 do ranking ficou fora da final do Aberto da Tailândia de tênis.
Campeonato Brasileiro:
Fluminense empata com o Grêmio Prudente(1x1);
Santos empata com Palmeiras(1x1);
Corinthians empata com Ceará(2x2);
Grêmio vence o Vitória(3x0);
Atlético-PR e Cruzeiro também empatam(0x0);
Botafogo empata com Flamengo(1x1);
Internacional vence Guarani(3x0);
Vasco vence o Goiás de virada(3x2).
Zico pede demissão do cargo de diretor de futebol do Flamengo. Tal pedido aconteceu na madrugada dessa sexta feira. Durante os quatro meses em que o ídolo atuou no time, esse ganhou cinco jogos empatou oito e perdeu oito no Brasileirão.
POLÍTICA:
Segundo o Datafolha, Dilma tem 47% das intenções de votos, Serra 29% e Marina 16%.
Segue a dúvida sobre a possibilidade de um segundo turno.
São vários os candidatos a outros cargos que, provavelmente, serão eleitos no primeiro turno. O caso mais impressionante e ao mesmo tempo mais esperado é que, muito, muito provavelmente, Tiririca será eleito.
Nesse dia 3 será possível votar com apenas um documento oficial com foto.
(mais notícias sobre esse assunto serão dadas após as eleições)
Por Miguel Toscano e Pedro Henrique de Paula
sábado, 2 de outubro de 2010
Pior que tá fica
Nosso país já passou por uma série de momentos graves que prejudicaram a grande maioria da sociedade. Um exemplo foi a Ditadura Militar. Nela, as pessoas não tinham o direito de se expressar em relação às suas condições de vida. Porém, esse modelo não deu muito certo. Foi então analisada uma nova forma de manipulação muito mais eficaz e convincente. Para que ela funcionasse com perfeição foram chamados os grandes gênios do "Marketing". Fizeram propagandas eleitorais emocionantes de dar orgulho de ser brasileiro. Prometeram as duas únicas coisas que importam: dinheiro e futebol. Pena que o dinheiro não era pão, nem o futebol era jogado num circo.
Há oito anos um velho barbudo que parecia o papai noel apareceu na tevê. Confesso que, assim como meus pais, fui com a cara dele. O cara ganhou as tais eleições e virou o manda-chuva do país. Até então tudo bem...
Porém, ele tinha um plano. Um plano de 20 anos no qual colocaria uma dentuça atéia no meio, só pra ficar de reserva. Essa moça já havia planejado sua eleição e até seus planinhos maléficos para derrotar seus coleguinhas. Ela foi uma verdadeira multitarefa no passado: Guerrilheira, terrorista, assaltante de banco, presidiária, etc... Mas, não satisfeita, foi tentar o ramo da comédia. Experimentou a política. Percebeu que era muito fácil manipular um povo que assiste novela o dia inteiro e acredita em tudo que vê numa telinha retangular. Era só dizer que era cristã e continuar dando 100 reais por filho que estava tudo no papo. Ia continuar pintando as escolas e hospitais de uma cor bem bonita. De preferência a mais barata possível. Mas só isso mesmo. Ela e seu amigo barbudo decidiram economizar suas moedas e trazer eventos para deixar a galera mais feliz ainda. O que sobrasse(uns 90%) ficaria pra eles mesmos. Nada mais justo né? Afinal, deve ser um trabalho árduo.
Pois é gente. Temos os maiores pilantras do mundo no governo. Já está claro o que acontece e o que ainda vai acontecer com o Brasil. Um país que tinha tudo pra ser o mais desenvolvido conseguiu ser domado completamente. Estão todos sendo atraídos para as mesmas armadilhas: Burrice, incompetência e falta de interesse. A proposta é uma revolta. Uma revolta para que todos que ainda vão nascer tenham oportunidade de conhecer, conviver, amar e viajar o mundo para, de preferência, fugir desse monte de bosta.
Amanhã, o que você vai fazer, cidadão maior de 18 anos, eu já sei.
Se liga.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Notícias quentes
Dizem que frio e calor são sensações psicológicas. O frio pode até ser, mas o calor, meu amigo, nunca será. Temperaturas altíssimas em todas as regiões do globo. É como se o núcleo estivesse trocando de lugar com a crosta terrestre.
Uma pergunta que tem sua resposta baseada no gosto de cada um, é a famosa: "É melhor calor ou frio?"
Falando de um ponto de vista particular e muito distante do senso crítico, gosto muito do frio. Mas deixe-me explicar. Tratando-se do dia-a-dia, de ir para a rua, andar, estudar e outras coisas triviais, é melhor estar caindo neve do que estar caindo suor na minha prova ou nos meus sapatos. Sol é bom quando você está com os pés na areia de uma praia, ou nas pedras de uma cachoeira. Não quando eles estão na sala de aula ou num Nike Sauna.
Meu maior argumento de defesa em relação à essa discussão, é a questão de, quando está frio, nada que um ou dois ou três casacos (dependendo de cada um) não resolva. Lembre-se que estamos tratando de situações corriqueiras. Quando está quente, não é muito agradável andar o tempo todo com as asas abertas para não receber de pronta-entrega duas pizzas do sabor indesejado sob os braços. Claro que existe ar-condicionado, ventilador e etc. Mas se você tem rinite, laringite, bronquite, traqueíte, gargantite, tititite, sabe que não é legal ficar com o nariz nesse ar incondicionado o dia todo.
Claro que esse foi meu ponto de vista, digamos, fútil. Falando como um ser humano que enxerga além das folhas dos jornais e da tela da TV, esse calor todo (e até o próprio frio) não vieram do forno ou da geladeira do descuidado São Pedro que deixou as portas abertas. A questão é mais preocupante. Às vezes, eu fico com medo de ter aulas de geografia. De ver como o mundo está realmente acabando. Tudo para que eu possa estar aqui escrevendo, e você, leitor, possa estar sentado em sua cadeira, mordendo a ponta de uma caneta e assistindo Araguaia na Globo (ou A Fazenda, como preferir). As pessoas acham que é só o que brother William fala no JN que é a verdade. Quente viu quente vê Bonner. O mundo está derretendo muito mais rápido do que a manteiga do pão que você, leitor, está comendo agora enquanto lê minhas singelas e verdadeiras palavras.
Estudiosos, livros, mentes abertas nos alertam todo o tempo sobre a destruição que estamos causando. O planeta possui um calor próprio. Um calor revestido em raiva. Seu calor é tão vivaz quanto a chama que o cria. Mas o homem é cego a ponto de ver apenas a chama e não sentir o calor. Não o calor que estamos sentindo agora. Mas pura e simplesmente, o calor. É preciso acordar agora ou a coisa vai ficar bem mais quente do que está. E aí então, não haverá faca que não parta essa manteiga ao meio.
Uma pergunta que tem sua resposta baseada no gosto de cada um, é a famosa: "É melhor calor ou frio?"
Falando de um ponto de vista particular e muito distante do senso crítico, gosto muito do frio. Mas deixe-me explicar. Tratando-se do dia-a-dia, de ir para a rua, andar, estudar e outras coisas triviais, é melhor estar caindo neve do que estar caindo suor na minha prova ou nos meus sapatos. Sol é bom quando você está com os pés na areia de uma praia, ou nas pedras de uma cachoeira. Não quando eles estão na sala de aula ou num Nike Sauna.
Meu maior argumento de defesa em relação à essa discussão, é a questão de, quando está frio, nada que um ou dois ou três casacos (dependendo de cada um) não resolva. Lembre-se que estamos tratando de situações corriqueiras. Quando está quente, não é muito agradável andar o tempo todo com as asas abertas para não receber de pronta-entrega duas pizzas do sabor indesejado sob os braços. Claro que existe ar-condicionado, ventilador e etc. Mas se você tem rinite, laringite, bronquite, traqueíte, gargantite, tititite, sabe que não é legal ficar com o nariz nesse ar incondicionado o dia todo.
Claro que esse foi meu ponto de vista, digamos, fútil. Falando como um ser humano que enxerga além das folhas dos jornais e da tela da TV, esse calor todo (e até o próprio frio) não vieram do forno ou da geladeira do descuidado São Pedro que deixou as portas abertas. A questão é mais preocupante. Às vezes, eu fico com medo de ter aulas de geografia. De ver como o mundo está realmente acabando. Tudo para que eu possa estar aqui escrevendo, e você, leitor, possa estar sentado em sua cadeira, mordendo a ponta de uma caneta e assistindo Araguaia na Globo (ou A Fazenda, como preferir). As pessoas acham que é só o que brother William fala no JN que é a verdade. Quente viu quente vê Bonner. O mundo está derretendo muito mais rápido do que a manteiga do pão que você, leitor, está comendo agora enquanto lê minhas singelas e verdadeiras palavras.
Estudiosos, livros, mentes abertas nos alertam todo o tempo sobre a destruição que estamos causando. O planeta possui um calor próprio. Um calor revestido em raiva. Seu calor é tão vivaz quanto a chama que o cria. Mas o homem é cego a ponto de ver apenas a chama e não sentir o calor. Não o calor que estamos sentindo agora. Mas pura e simplesmente, o calor. É preciso acordar agora ou a coisa vai ficar bem mais quente do que está. E aí então, não haverá faca que não parta essa manteiga ao meio.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Cotas, conhece?
Algum tempo atrás, muitas pessoas acreditavam que, aquelas que não fossem como elas(ou como a maioria), não tinham o direito de viver. Elas pensavam que, se alguém tivesse uma cor um pouco mais escura ou pensamentos diferentes das delas, não deveria ter as mesmas "regalias". O problema é que nada mudou... Muita gente ainda pensa assim. Isso se chama "Pré-conceito". E lembra muito o tal do Nazismo.
O sistema de cotas foi inventado com o objetivo de estabelecer uma dita "igualdade" entre os diferentes tipos e as diferentes situações de cada ser humano. Os inventores deste sistema chamavam-no de "igualdade de raças". O grande problema é que eles esqueceram de ler o dicionário para saber que o conceito de raça não é bem esse. A nossa raça é a humana. Se existe alguma diferença entre os humanos, é a de etnias.
O sistema de cotas foi inventado com o objetivo de estabelecer uma dita "igualdade" entre os diferentes tipos e as diferentes situações de cada ser humano. Os inventores deste sistema chamavam-no de "igualdade de raças". O grande problema é que eles esqueceram de ler o dicionário para saber que o conceito de raça não é bem esse. A nossa raça é a humana. Se existe alguma diferença entre os humanos, é a de etnias.
Esse conceito errôneo passa uma ideia de que, quem não é como a maioria, não é "gente".
Sistema de cotas:
Benefícios: 0%
Malefícios: 100%
Existem cotas em todos os lugares:
Existem cotas em todos os lugares:
- Já viu aqueles comerciais de televisão que sempre tem um monte de gente feliz, daí uma é sempre negra, outra é sempre oriental e o resto todo é branco?
- Já viu que, antigamente, o super-herói da DC "Lanterna Verde" era branco e, de repente, virou negro?
- Já viu a quantidade de gente que entra numa faculdade pública por ser negro, filho de policial morto em combate ou estudante de colégio público, mas que não dura nem o primeiro período por falta de base educacional?
Estas mudanças feitas pelo "poder supremo" nada mais são do que valores que implicam no maior destaque da ideia de que somos diferentes e de que, aqueles que se diferenciam da maioria, têm que ser tratados como pobres coitados. "Pra quê estudar? Tenho cota mesmo... foda-se".
Uma minoria quer, realmente, nos manipular. E eles conseguem isso até hoje.
Ainda tenho esperança de que, um dia, acontecerá uma enorme revolução. Uma revolução por aquilo que realmente é necessário e justo. Aquilo pelo qual vale a pena lutar. Aquilo que chamamos de RESPEITO.
Se liga.
Capataz pulsante
Primeiramente, gostaria de pedir umas belas desculpas pelo tempo que ficamos sem postar alguma coisa. Espero que o post de hoje compense o tempo perdido.
O tempo é algo subjetivo. Abstrato. Você pode me dizer que o tempo é a maratona constante realizada pelos ponteiros de um relógio. A corrida frenética onde o ponteiro dos segundos, confiante e prepotente como um adolescente, parece estar sempre ganhando. Mas sempre se esquecendo que o seu passo é ditado pela paciência dos minutos, e pela experiência (também paciente) das horas.
O tempo é algo objetivo. Concreto. Você pode me dizer que o tempo é o percursso constante realizado pelos ponteiros de um relógio. A volta eficaz onde o ponteiro dos segundos, convencido e arrogante como um adolescente, parece estar sempre ganhando. Mas sempre se esquecendo que está destinado a ser ultrapassado pela constância dos minutos, e pela perseverança (também constante) das horas.
Oitavas de final do mundial de basquete. 81 para a Argentina contra 77 para o Brasil. 4 minutos de jogo. Muito tempo para pouco ponto. Pouco tempo para muito jogo.
O tempo é um capataz pulsante. Ditador dos atrasados. Impessoal para com os pontuais. Um mero impulso para os adiantados. O tempo é relativo, assim como tudo na vida. Um pão pode ser nada, como também pode ser tudo. O que são alguns segundos para um lavrador que espera o nascimento de sua plantação? O que são alguns segundos para um time que está perdendo de 4 pontos num jogo de basquete? O que são alguns segundos para um paciente em estado terminal de câncer?
O tempo é algo que passa. É algo que vai passar. É algo que está passando. É algo que passou. O tempo está aqui, agora e quando vemos, não está mais. Já estamos atrasados.
Por enquanto, é só isso que lhe ofereço, leitor. Minha inspiração não dura muito. Mas até achar alguma coisa digna de ser escrita, é pura e simplesmente uma questão de tempo.
O tempo é algo subjetivo. Abstrato. Você pode me dizer que o tempo é a maratona constante realizada pelos ponteiros de um relógio. A corrida frenética onde o ponteiro dos segundos, confiante e prepotente como um adolescente, parece estar sempre ganhando. Mas sempre se esquecendo que o seu passo é ditado pela paciência dos minutos, e pela experiência (também paciente) das horas.
O tempo é algo objetivo. Concreto. Você pode me dizer que o tempo é o percursso constante realizado pelos ponteiros de um relógio. A volta eficaz onde o ponteiro dos segundos, convencido e arrogante como um adolescente, parece estar sempre ganhando. Mas sempre se esquecendo que está destinado a ser ultrapassado pela constância dos minutos, e pela perseverança (também constante) das horas.
Oitavas de final do mundial de basquete. 81 para a Argentina contra 77 para o Brasil. 4 minutos de jogo. Muito tempo para pouco ponto. Pouco tempo para muito jogo.
O tempo é um capataz pulsante. Ditador dos atrasados. Impessoal para com os pontuais. Um mero impulso para os adiantados. O tempo é relativo, assim como tudo na vida. Um pão pode ser nada, como também pode ser tudo. O que são alguns segundos para um lavrador que espera o nascimento de sua plantação? O que são alguns segundos para um time que está perdendo de 4 pontos num jogo de basquete? O que são alguns segundos para um paciente em estado terminal de câncer?
O tempo é algo que passa. É algo que vai passar. É algo que está passando. É algo que passou. O tempo está aqui, agora e quando vemos, não está mais. Já estamos atrasados.
Por enquanto, é só isso que lhe ofereço, leitor. Minha inspiração não dura muito. Mas até achar alguma coisa digna de ser escrita, é pura e simplesmente uma questão de tempo.
Cara nova
Caros leitores,
após um tempo parados, nós estamos de volta com algumas coisas diferentes.
A partir deste post você vai ler apenas redações feitas por mim e por Miguel Toscano, além das notícias quentinhas de João Rafael.
Esperamos que continuem nos acompanhando e que nos enviem comentários para que o blog continue melhorando cada vez mais!
Um abraço.
após um tempo parados, nós estamos de volta com algumas coisas diferentes.
A partir deste post você vai ler apenas redações feitas por mim e por Miguel Toscano, além das notícias quentinhas de João Rafael.
Esperamos que continuem nos acompanhando e que nos enviem comentários para que o blog continue melhorando cada vez mais!
Um abraço.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Manchas no espelho
Edifício J.P. de Azevedo, número 145. O último prédio do bairro. Você está doido pra ir para casa. A placa do lugar está gasta. Um dia foi uma bonita placa dourada, com as letras e os números em baixo relevo. O prédio, estilo americano, tem quatro andares e quatro degraus para chegar até a porta. No lado direito, um interfone com quatro números. A porta principal é de ferro com grades. Aberta, como de costume, a essa hora da tarde. A segunda, que leva ao hall, tem um vitral com um desenho cubista de um cão caçando patos. Também aberta. Ao entrar, você pode ver um corredor ligeiramente largo e estreito, com azulejos geométricos forrando o chão. Quando a luz do sol bate na porta, as cores do vitral formam um desenho bonito nos azulejos e nas paredes. Um desenho que não é mais um cão caçando patos. Na parede à esquerda, pode-se ver as caixas de correspondências. Quatro pequenas caixinhas de madeira, surradas pelos anos e pelo abrir e fechar das portinholas. Você abre sua bolsa, abre as portinhas, e coloca as correspondências ali. Ao abrir a segunda portinhola, a mesma faz um barulho, como se pedisse que essa fosse a última vez em que seria aberta. Não será. Você coloca uma carta para cada morador. Exceto o último, que além da carta, recebe um presente também, que parece ser um anel. Ao lado das caixas, fica um espelho quadrado com manchas, que ainda mostra o que parecem ser lembranças de cada face que ali, viram o seu verdadeiro rosto. Rostos tristes. E no fundo do corredor, de frente para a porta, fica sentado uma figura extremamente singular, que parece não chamar quase a atenção das manchas no antigo espelho. Um singelo e dorminhoco porteiro. Sentado ao lado da escada, onde a luz colorida do vitral chega se arrastando, para disputar lugar com as sombras do corredor.
É um senhor de pele morena, rosto arredondado e barba branca, já com seus 60 anos. O chamam de Jojô. Um tanto saliente. O bastante para usar sua barriga de apoio para as mãos, que apóiam ao pescoço, que apóia a cabeça de face redonda, e que por fim, apóia uma velha boina xadrez, nas cores verde, vermelho e preto. Usa o que parece ser um velho uniforme de marinheiro, só que curiosamente, cinza. Talvez um dia tenha sido branco. Seus sapatos são bonitos e engraxados. Bico quadrado. Estão cruzados um sobre o outro. O porteiro, possui a pele do que podem ter sido anos de trabalho ao sol, mas os pêlos alvos como algodão. Sua barba está feita, e o bigode, parece ser aparado por lâminas feitas unicamente para isso: apará-lo. Seu cabelo, ou não existe, ou está escondido sobre a boina, como o próprio Jojô se esconde sobre as sombras do corredor.
Você nunca viu como o porteiro chega ao prédio, e nem como vai embora. Também nunca viu seu Jojô acordado. Está sempre dormindo. Uma vez, você encontrou ali, um morador que o cutucou para ver se não tinha morrido. O velho porteiro então, suspirou forte, fazendo um movimento exótico com a barriga, mas sem abrir os olhos cansados por segurar as grossas e hirsutas sobrancelhas.
- Pois bem, está vivo - Disse o morador, dando um caloroso sorriso de quem já está acostumado com a figura. Era um rapaz simpático, com seus 20 e poucos anos. Mas que parecia ter seus problemas, como todo mundo. Talvez seja ele que vá receber o presente hoje.
Mas hoje não tem morador. O rapaz ainda não foi buscar seu misterioso pacote (se é que é dele). Só estão você e seu Jojô.
Se você é alguém que observa bem as pequenas coisas, pode perceber algo em seu Jojô. Algo talvez tão difícil de perceber, quanto a velha tristeza nos borrões do espelho. Talvez, tão difícil de se ver quanto o efeito das luzes do vitral no interior do hall. E talvez, tão difícil de perceber quanto os problemas do jovem morador, escondidos sobre o riso rido para espantar esses problemas. Hoje, seu Jojô parecia mais inerte do que nunca. Mais inerte do que o espelho, do que as caixas de correspondência, mais inerte do que o cão que caça os patos. Mais inerte que os próprios patos. Será que... Não. É claro que não. Você está pensando bobagens. Está cansado, por ter entregado cartas o dia todo. Precisa ir pra casa, descansar. Amanhã, quando voltar, ele estará parado com sempre esteve.
Não, você não consegue ir embora. Algo lhe diz que você deve tomar uma providência. Cutuque-o. Isso, cutuque-o. Faça como o morador. O que ele pode fazer, brigar com você? Talvez ele acorde e olhe pra você, surpreso, por nunca tê-lo visto na vida. Afinal, ele está sempre dormindo.
Ande logo. Você olha lá para os azulejos. Já não se pode mais ver as cores do vitral como antes. Quanto tempo você perdeu aqui? Uma hora, duas, talvez? O crepúsculo já caminha nas ruas, acendendo alguns postes nas calçadas.
- Ande logo com essas cartas, rapaz - você ouve - Já está escurecendo. As ruas ficam perigosas depois das oito.
Uma voz rouca se dirige a você, fazendo vibrar seus pulmões .
Você se vira a tempo de ver seu Jojô coçando o nariz com a parte superior da mão esquerda. Depois disso, a inércia parece se apossar do porteiro novamente. Mas ele está vivo. Ele se mexeu como você nunca havia visto antes. Ele falou com você. Por algum motivo, você se sente uma criança que vê uma estrela cadente na imensidão do céu. Você simplesmente sorri um sorriso sem jeito, mesmo sabendo que ele não viu esse sorriso. Você se vira, e caminha até a porta. A primeira porta tem um vitral com um desenho cubista de um cão caçando patos. Está aberta, como de costume. Quando a luz dos postes bate na porta, as cores do vitral formam um desenho bonito nos azulejos e nas paredes. Um desenho que não é mais um cão caçando patos. A segunda porta, que leva à rua, é de ferro com grades. Também aberta. Mas a essa hora da noite, você a bate, para trancá-la.
O prédio, estilo americano, tem quatro andares e quatro degraus para chegar até a calçada. No lado esquerdo, um interfone com quatro números.
Edifício J.P. de Azevedo, número 145. O último prédio do bairro. Você está doido pra ir para casa.
sábado, 14 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
(Semanal Cultural) Bon Jovi e Rush no Brasil

Bon Jovi começou a fazer sucesso nos anos 80 com músicas como: "Livin'on a Prayer", "Wanted Dead or Alive", "You give love a bad name" entre outras. O grupo, nativo do estado de Nova Jersey, se consagrou como uma das bandas de rock mais dinâmicas do mundo e mantém o ritmo, fazendo shows em vários países. Ao decorrer de sua história, os músicos já lançaram 11 discos,venderam mais de 120 milhões de cópias e se apresentaram em todos os continentes. No nosso país foram quatro vezes.
Após 15 anos, Jon Bon Jovi, Richie Sambora, Tico Torres e David Bryan voltam para dar a oportunidade aos seus fãs brasileiros de assistirem ao seu quinto show aqui. Esse faz parte da turnê "The Circle" e será realizado no Estádio do Morumbi,em São Paulo no dia 6 de outubro.
As entradas custarão de 160 a 600 reais e já estão disponíveis em vários pontos de venda.

O trio canadense Rush fará shows em São Paulo e no Rio de Janeiro nos dias 8 e 10 de outubro, respectivamente.
Rush começou em 68. Mas sua formação clássica foi formada duas semanas antes da primeira turnê do primeiro disco, lançado em 74. Foi quando Neil Peart substituiu o antigo baterista da banda pois esse tinha problemas de saúde. Peart é considerado, hoje, um dos melhores bateristas do mundo e também compôs várias músicas para o grupo. Tocando um rock progressivo Alex Lifeson, Geddy Lee e Neil Peart começaram a ficar conhecidos e lançaram vários outros discos como: "Caress of Steel", "A Farewell to Kings", "Hemispheres" entre outros. Ao longo da carreira da banda foram 19 álbuns, muitas turnês e muitos, MUITOS prêmios.
A última vez que o grupo esteve no Brasil foi em 2002 naquele show memorável no Maracanã. Os shows desse ano farão parte da turnê "Time Machine" e incluem em seus repertórios todas as músicas do álbum "Moving Pictures" além dos clássicos da banda.
As entradas custarão de 160 a 500 reais e já estão disponíveis em vários pontos de venda.
É isso aí pessoal, esse é um pequeno (bem pequeno) resumo das histórias de duas grandes bandas que fazem parte da história do rock n'roll. Só pra vocês terem uma ideia do privilégio que nós teremos em recebê-las aqui no nosso país.
Aqui vai um conselho de amigo: se você pode ir a qualquer um desses shows, vá, pois com certeza não irá se arrepender!
domingo, 8 de agosto de 2010
O maior problema da humanidade
-AVISO-
O texto a seguir expressa a opinião da minha pessoa. Ou seja: não estou afirmando nada e também não acho que sou o dono da verdade.
Se você é algum tipo de religioso fundamentalista, não aconselho que prossiga esta leitura...
Teoria de como "deus" e a religião foram inventados:
Num passado muito distante as pessoas viviam nas mesmas condições. Todos trabalhavam para sua subsistência e viviam em uma suposta harmonia.
Porém, como o ser humano possui a grande "dádiva" de raciocinar, alguns deles passaram a querer mais que os outros. E, assim como o leão mata outros animais para sobreviver, o homem criou a religião.
Imaginem a cena a seguir:
Fulano chegou na cidade gritando, dizendo que foi enviado por uma força divina e que todas as pessoas deviam venerá-la . Deveriam oferecer parte de suas riquezas como tributo a esse deus e, se necessário, oferecer sacrifícios em nome do próprio. Fulano também diz que, se alguém fizesse algum tipo de objeção ou não seguisse as ordens, supostamente enviadas diretamente a ele, quando morressem, iriam todos para um lugar que ele apelidou de "inferno". Era um lugar terrível onde as pessoas eram torturadas durante toda a eternidade. Com medo, esse povo passou a acreditar em tudo isso.
Dentro dessa mentira existiam vários outros "fundamentos" que deviam ser seguidos com rigor e que garantiam ao Fulano ainda mais poder sobre aquelas pessoas. Isso foi crescendo e crescendo e se tornou o que eu acredito ter sido A MENTIRA MAIS EFICIENTE DE TODOS OS TEMPOS. A pessoa que inventou essas coisas era, provavelmente, um gênio. Ele passou a comandar toda uma região através do MEDO.
O medo leva qualquer ser vivo a fazer o que for necessário para que ele sobreviva.
-Os problemas que a religião traz-
Acredito que a religião é o maior problema da humanidade e que "o mundo seria salvo se o último político morresse enforcado pelas tripas do último pastor". Acredito mesmo.
Pelos seguintes fatores:
- O trabalho com manipulação genética foi descoberto como sendo a chave para a cura dos maiores problemas da humanidade: pesquisas com células-tronco, clonagem e outras experiências feitas por grandes gênios(em sua maioria ateus tidos como pessoas más) que estudaram durante sua vida inteira com o simples objetivo de salvar vidas. Porém, um grupo de pessoas condena essa prática dizendo que aquilo é proibido por um ser que eles nunca viram. Eles falam que os cientistas estão "brincando de deus" e também dizem que, quando um óvulo é fecundado, ele já deve ser considerado uma forma de vida. Para eles, a morte de um embrião é assassinato.
Isso tudo atrasa o desenvolvimento da medicina e mata várias pessoas com doenças que já podiam ter sido curadas(Se não fosse a Igreja).
- Os chamados "fundamentalistas" são as únicas pessoas realmente religiosas. Se você não é fundamentalista, você não tem religião. Sabe por que?
Quando você adota uma religião e acredita fielmente na maioria das coisas que ela prega, mas não todas, você acaba de criar uma nova religião muito semelhante a sua suposta, mas com aspectos diferentes da própria. O que a torna uma nova crença. (por um acaso você acredita que um cara abriu um mar no meio?)
Voltando ao assunto. Os fundamentalistas são aqueles que acreditam em tudo que sua religião diz e à seguem ao pé da letra com muito rigor. Este rigor nos presenteou com as pessoas mais legais do mundo: os terroristas!!!
"vamos matar todo mundo que pensa diferente da gente. E também nos matar, se necessário."
Simples, não acha?
O jeito mais fácil de explicar toda existência do universo, sem a necessidade de estudar pra isso, é dizendo que tudo foi criado por um "deus". É cômodo e aliviante acreditar que sempre vai ter alguém cuidando de você e que, quando você morrer, tudo vai ser muito legal, não é? O problema é que pode não ser assim. E muito provavelmente não é.
Tente formar suas ideias e pensamentos sem a interferência de qualquer dogma pré-estabelecido. Seja livre para pensar e não aceite nada, sem antes analisar se aquilo realmente é certo.
Se liga.
Agradecimentos: Prof. Leandro
Por acaso, já ouviu falar do Mito da Caverna, caro leitor? Platão, muitos e muitos anos atrás (muitos anos mesmo), confabulou sobre uma 'caverna', que era a morada de todos os seres do planeta. Dentro dessa caverna, todos estavam voltados para uma grande parede, que ficava de frente para a entrada da gruta rochosa. Ao olhar para a parede, as pessoas então se postavam de costas para a entrada do abrigo de pedra. Mas o que tanto elas olhavam na parede? Platão dizia que com a luz vinda de fora da caverna, as sombras das pessoas e de suas ações eram projetadas na grande parede. Com isso, todos os habitantes observavam o que Platão disse ser o "mundo das sombras". Um dia, uma pessoa se virou para a entrada da caverna. Primeiramente, ficou ofuscada pela luz forte e impactante. Ao caminhar para fora, ela se viu em um mundo totalmente diferente e 'ideal' para se viver. Com isso, essa pessoa voltou para a caverna para avisar aos outros sobre o que acontecia. Para avisar que tudo aquilo em que viveram todo esse tempo foi uma grande mentira. Ao ouvir tamanho absurdo, todos os outros se revoltaram, e puniram aquele que saiu da caverna.
Eu sei que é um pouco difícil para entender, devido às metáforas e etc. Então, deixe-me ajudá-lo, digníssimo leitor. Digamos que essa "Caverna" seja o nosso mundo de hoje. Como o conhecemos. E digamos que tudo o que vemos é uma mentira. Para ser a culpada de vivermos nessa mentira, vou apontar aqui, não por acaso, a Mídia. Suponhamos que a Mídia (tão falada Mídia) seja a 'grande parede' que nos mostra exatamente 'a sombra do mundo real'. Está começando a entender? Então vamos lá. Pense comigo. O que acontece quando alguém se volta contra para a direção contrária à apontada pela Mídia? Quando alguém caminha e vê a verdade? Vê o mundo real?
Está compreendendo? Ou estou jogando as informações muito rápido?
Está compreendendo? Ou estou jogando as informações muito rápido?
Resumindo, o que quero realmente, leitor, é mostrar que existe vida lá fora. Que nem tudo é como acontece nas novelas. Não peço que se desligue do mundo, e vá ser um eremita e morar (ironicamente) numa caverna. Temos que estar observando o que acontece no pequeno planetinha azul. Mas temos que comprar mais saquinhos de café, e filtrar melhor esse caldo marrom que nos dão e chamam de café, se é que me entende. Procure ter mais senso crítico com o que vê. Com o que lê. Jogue um pouco de leite nesse seu café, e o deixe um verdadeiro pingado.
E se você parou nesse momento, e pensou: "se tudo o que eu vejo e leio pode ser uma mentira, então esse blog inteiro pode ser uma grande mentira!"
Então, acho que meu pulinho lá fora não vai ter sido em vão...
sábado, 7 de agosto de 2010
E tudo era Rói
Lembro que estava andando outro dia pela Gavião Peixoto (uma rua importante de Niterói, RJ), que assim como o resto da cidade, é caracterizada por uma palavra: movimentação. E foi exatamente isso que eu observei enquanto caminhava sob o sol da tarde.
Como toda cidade metida à grande, Niterói chegou à um ponto onde não são mais as ruas que possuem muitos carros, são os carros que possuem poucas ruas. As buzinas passam a ser tão normais quanto aquele zumbido que dá no ouvido na subida de serra. Nas ruas, as classes se misturam. Os ricos dentro, os pobres fora. Separados apenas por vidros. Nas calçadas, a mesma coisa. Mas não há vidros. Somente o ego separa a dona de um maltês de pelo liso, do rapaz do camelô. Enquanto caminhava, algo além das buzinas me chamou a atenção: "Olha o RAPA!"
Essa frase veio ao longo da rua, de boca em boca, com os camelôs sem licença. Antes de explicar o que é o "Rapa", vou descrever como são esses camelôs. São pequenas mesinhas de madeira, ou apenas tampos estendidos no chão, que ficam nas calçadas servindo de exposição da arte de pessoas querendo ganhar um dinheiro pra sobreviver e alimentar a família. Existem as barraquinhas também, mas esses são os que possuem o direito de vender no seu ponto. São legalizados.
Voltando à história, essa frase veio ao meu lado, no percorrer do trajeto subindo a rua. E por onde passava, provocava uma reação de desespero visível nas faces dos comerciantes. Rapidamente, toda a bugiganga já havia sido juntada e guardada. Alguns tinham várias aparelhagens, onde uma corda era puxada e a mesinha dobrava ao meio com todo o material, facilitando a fuga. Mas fuga de que?
Gritar "o rapa" foi um meio que os comerciantes descobriram de avisar os outros sobre os fiscais da prefeitura. Eu não tive a oportunidade de observar ou estudar esse fato, mas pelo o que vi, me parece algo bem mais estruturado. Imagino que exista alguém que fique de prontidão, no caso de os fiscais 'brotarem' na parada.
Quando os comerciantes são abordados, a mercadoria é apreendida.
E os comerciantes que são pegos? Tem que se virar pra alimentar as crianças.
Não é algo bonito de ser dizer, mas eu achei importante dividir essa experiência com você, leitor. Não é sempre que nos desprendemos da nossa rotina para viver algo diferente. E eu, particularmente, me considero alguém que observa muito ao redor. Minha vista não é perfeita, claro. Ontem mesmo, fui à um oftalmologista. Terei que usar óculos. Mas minha observação pode ser algo de que eu me orgulhe.
E aí, pessoal? Bem, como a maioria de vocês já deve estar sabendo, eu fui convidada pelos meninos do "Esterco Filosófico" para postar semanalmente minhas visões femininas sobre diferentes tópicos. Ainda não defini o tópico sobre o qual falar, mas posso garantir que até semana que vem um post é certo. Na verdade, esse post é só uma breve apresentação e agradecimento pelo convite dos meus amigos. E mais do que isso, um pedido por sugestões e críticas não só das leitoras, como também dos leitores, que vocês podem enviar pro meu email (amandinhatitoneli@hotmail.com) ou falar comigo diretamente pelo twitter. Fiquem certos de que eles serão muito bem vindos, e que eu conto com essa colaboração. No mais, espero que vocês continuem acompanhando o blog e aproveitando a leitura dos nossos tópicos! Até semana que vem! Beijos.
Senso Crítico, falou?
No meu último post ("novelas no nosso cotidiano") eu falei sobre a presença da Rede Globo nas residências brasileiras e como isso pode manipular a população.
"MST"(Movimento dos Sem Terra). O que é o MST para você? Sua ideologia? Como agem? Estão certo? Errados?Analisemos...
Objetivos do MST:
• Lutar pela terra;
• Lutar por Reforma Agrária;
• Lutar por uma sociedade mais justa e fraterna.
O MST Defende que a expansão da fronteira agrícola, os megaprojetos, as barragens contribuíram para concentrar a propriedade da terra e eliminar as pequenas e médias produções agrícolas.
Hoje em dia os maiores detensores de terra são (não por coincidência) os "líderes" da mídia. (Família Marinho - Rede Globo, Família Abravanel - SBT, entre outras). Vejamos parte de uma postagem de Marco Aurélio Mello (que escreve para a Globo) no blog "Doladodelá" sobre uma "invasão" ocorrida no Pontal do Paranapanema em abril de 2001:
"Quanto aos fatos, sabíamos apenas que não houve uso da força e não havia ninguém na área, apenas um bosque e um enorme pasto, sem uso. O MST informava que tratava-se, não de invasão, mas de ocupação da área, que pertencia à União, era terra devoluta. [...]
Atualmente, a terra é considerada devoluta quando é possível comprovar que não é registrada, nem possuída por ninguém e está desabitada.
No dia seguinte havia uma determinação do Rio (nunca dizem quem determinou, mas instintivamente a gente sabe...). A ordem era para que, a partir daquele dia, tratássemos as ações do MST de forma padronizada. No lugar de ocupação, teríamos que grafar invasão. Não falaríamos em 'terras devolutas, porque o povão não entenderia'. E acompanharíamos a decisão da justiça sobre a reintegração, ou não, da posse."
Por que a Globo trataria assim as ações do MST? Simples: dá mais lucro! É mais lucrativo ter terras demais enquanto outros não podem plantar o próprio alimento. Logo, a Globo nos passa a imagem que, de cinco brasileiros, três pensam assim. "MST são um bando de roceiros com foices e armas invadindo fazendas, matando fazendeiros inocentes, só porque são um bando de preguiçosos que roubam dos outros ao invés de procurar um trabalho direito e comprar suas próprias terras." Mas poucos sabem da legitimidade que existe no MST.
Eu, no primeiro semestre deste ano, visitei um assentamento do MST. No caminho de ida, eu só pensava que poderia sair de lá com um corte de foice ou um tiro na perna. Chegando lá, encontrei pessoas extremamente humildes. Porém extremamente espertas. Era uma terra do tamanho de, aproximadamente, 8.000 maracanãs. Era terra devoluta. E 50 famílias, depois de conseguir aprovação legal, entraram na fazenda (ao contrário de o que a maioria acha, eles não são fora da lei. Eles apenas "invadem" com permissão legal). Essas famílias viviam em condições sub-humanas: as cabanas eram tocos de madeira com uma lona em cima e sem nenhuma camada sobre o chão. Não receberam permissão para plantar, então a cada dia era uma luta para arrecadar alimentos. Uma vida extremamente dura. Mas eu nunca fui recebido por alguém em sua "casa" tão bem como fui lá.
Eu conversei com um rapaz que cursara uma faculdade federal de direito, mas que havia largado sua vida boa para apoiar o movimento.
Era incrível... Nunca vi um grupo de pessoas conviver tão bem. E como havia pessoas tão diferentes ali. Uma senhora de idade fundou aquele grupo MST(tendo uma linda filha com síndrome de down). Homens que ajudavam no trabalho braçal e mulheres na cozinha com o auxílio do "líder da cozinha" que é um homossexual. Havia gente de todas as idades. Um tocava acordeom, outro cuidava dos cavalos... Um cuidava das cabanas, o outro fazia barro para futuramente fazer casas de pau a pique.... Uma ajuda mútua. Não era nem perto do que eu esperava. Eu esperava muito menos.
Você pode até usar como argumento contra o MST alguns casos, como o laranjal destruído que você viu no jornal da GLOBO ou de qualquer outro caso que você viu no Fantástico. Mas, certamente, não foi mostrado todo o cenário em que aquilo aconteceu: o que estava acontecendo antes e tudo mais. E mesmo que este grupo do MST estivesse errado, é só disso que ficamos sabendo. Por isso vou publicar um caso entre vários outros que não chega para nós:
Aconteceu em uma mina de bauxita em Minas Gerais. Todo o minério extraído era transportado por um trem. Porém, era colocado mais bauxita do que cabia no vagão, formando uma parábola sobre seu limite. Em conseqüência da fumaça que saia quando o vento passava por esse excesso, estava sendo registrada grande quantidade de câncer de pulmão, asma e outros problemas respiratórios nas crianças onde o trem passava. Embora a população tenha feito as reclamações, esse caso não "pegou" e continua do jeito que estava até hoje. Isso não passou na Globo. Assim como em vários outros casos.
Eu ficaria dias falando sobre a maneira não imparcial da globo em transmitir as coisas, mesmo existindo várias outras informações que não chegaram a mim.
Eu posso garantir que, antes desta visita ao MST, eu era um garoto que se achava super senso crítico, esperto e que ninguém conseguia manipular. Mas quando saí daquele assentamento me senti uma marionete. Sei que é difícil mudar algumas ideologias que a gente ouve desde criancinha. Mas não pode continuar da maneira que está. A Globo é muito mais esperta do que parece e não é nada "gente boa".
Não estou pedindo para vocês odiarem a Globo e se juntar ao MST. Só estou pedindo para todos buscarem mais fontes de informação. Você já entrou no site do MST? A maioria responderia não. E espero que isso não fique só para a situação Globo versus MST, mas para vários outros temas em que somos manipulados.
SENSO CRÍTICO, FALOU?
Preconceito Muscular (Semanal Filosófico)

"Não podemos discriminar pessoas pela raça e opção sexual, mas podemos ser discriminados pela nossa massa muscular" Waldemar Guimarães.
O semanal dessa semana tratará de um assunto que passou do aspecto racional para o emocional. Isso significa que as pessoas, ao argumentarem sobre isso, perderam a razão, influenciadas por uma mídia manipuladora, sensacionalista e desinformada.
O preconceito muscular é algo que irrita profundamente quem treina de verdade e tem o "bodybuilding" como estilo de vida, principalmente quando provém daquelas pessoas do mundinho "malho pela saúde". Mas, os mesmos são encontrados nas baladas dos fins de semana enchendo a cara de álcool, fumando sei lá o que e cheirando outras porcarias.
A maioria das pessoas, ao se depararem com um cara "bombado", logo diz que é tudo anabolizante. Os mais velhos dizem que é uma deformação e outros dizem que acham feio e que, se tomassem, também ficariam assim pois têm "tendência a crescer". E ainda a típica das patricinhas : "ridículo isso" .
Parece que não vale o esforço, dedicação, disciplina, alimentação e devoção ao esporte. Tudo isso fica esquecido.
"Nós crescemos do nada, ou melhor, por que tomamos bomba" . Os caras que treinam de verdade e estão na estrada há muito tempo têm que ouvir esse tipo de coisa todo dia. Pense nisso...
"Nós crescemos do nada, ou melhor, por que tomamos bomba" . Os caras que treinam de verdade e estão na estrada há muito tempo têm que ouvir esse tipo de coisa todo dia. Pense nisso...
Não quero criticar o estilo de vida de ninguém. Se quiserem beber e fumar e ainda malhar "em prol da saúde", tudo bem. Mas acho que devem, ao menos, respeitar os caras dedicados de verdade à musculação, pois o caminho que eles escolheram é muito árduo, longo e merece respeito. Depois de anos de dedicação, dor, e treinamento intenso, quando os resultados vêm, alguém chega e fala que é ridículo e credita tudo às "bombas" que, aliás, serão nosso próximo assunto: os Esteróides Anabolizantes.
Pelo menos respeite. Não peço mais nada. Se quiser elogiar, ou outra coisa qualquer, melhor ainda. Mas só peço o respeito aos "marombeiros hardcore" de verdade. E só pra lembrar que sim: realmente existem os "bombadinhos" que se entopem de drogas para ficar saradinhos no verão. Mas estes não devem ser confundidos com o perfil do atleta aqui descrito.
Um abraço!
(agradecimentos ao site zegataomuscle.com)
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
"RachMonteiro" - A Esterco recomenda!
Confira este canal no Youtube:
- rachmonteiro
Jennipher, Sabrina e Rach:
- http://www.youtube.com/watch?v=_kQFEtn2py0
A volta de Jennipher:
- http://www.youtube.com/watch?v=yAv7tS3rLy8
- rachmonteiro
Jennipher, Sabrina e Rach:
- http://www.youtube.com/watch?v=_kQFEtn2py0
A volta de Jennipher:
- http://www.youtube.com/watch?v=yAv7tS3rLy8
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Hipocrisia (um breve comentário)
Gente cagando dinheiro pedindo pra gente que tem menos dinheiro(ou não) dar dinheiro pra gente que tem menos dinheiro ainda. A repetição é necessária.
Se liga.
Se liga.
Mostra sua cara

Nesta frase existem dois possíveis motivos para que todo esse sistema não funcione corretamente. O primeiro é o modelo capitalista, dito anteriormente. Muitos criticam-o como a "grande razão dos problemas da sociedade". A maioria deles é favorável a outros modelos, como o socialismo, comunismo e até o anarquismo, mesmo que alguns não entendam "bulhufas" de qualquer um deles. Na minha sincera opinião, o capitalismo é o sistema "menos pior". Além disso, ele está longe de ser o principal problema.
O segundo motivo é aquele que deve ser analisado com mais atenção por todos vocês, caros leitores: são essas pessoas que dizem "lutar por nossos direitos"; são aqueles que se dizem "pessoas do povo", mas que não fornecem a educação, alimentação e saúde necessária para nosso bem estar.
Pense bem nisso. Você vai chegar à conclusão de que a grande falha não está no sistema. Está nas pessoas que o comandam!
1- "Brasil, um país de todos"
1- "Brasil, um país de todos"
2- "Sou brasileiro e não desisto nunca"
3- "Brasil: o país do futuro"
4- "Ordem e progresso"
1- Todos quem? Todos os grandes empresários, senadores e deputados que não somam nem 1% da população, mas que possuem quase toda a renda de todo um país?
2- Você não tem escolha.
3- Como disse meu querido professor e amigo, José Alexandre: "O Brasil tem que se ver como o país do presente, e não do futuro".
4- Prefiro não comentar essa parte. Ainda quero que vocês continuem lendo este humilde texto sem querer me matar.
Perante à análise feita de uma parte dessas famosas frases de televisão e afins, percebemos que, ou a mídia e, consequentemente, o povo em si estão cegos e não conseguem perceber os problemas que nossa nação sofre, ou que existe todo um esquema formulado desde a época da ditadura militar(com a "criação instantânea" de artistas) até os dias de hoje("bolsa família", "fome zero", "criança esperança", etc...) para nos enganar com uma falsa satisfação com a situação em que vivemos. Enquanto o povo comemora vitórias de "Copa do Mundo"(ou não) e se sente orgulhoso de ser brasileiro, o governo cobra mais de 70 impostos e oferece os piores serviços públicos do mundo.
Já ouviu falar em "Panis et circenses"? Procure saber o que é isso e observe a grande semelhança com alguma coisa que devo ter dito.
Se liga.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Meu mundinho sem cantos
Fico pensando no que escrever. Geralmente não acontece esse tipo de coisa comigo. Ficar sem o que falar. Ficar sem saber me expressar. Olho para a tela do computador e não vejo a informação que irá atrair sua atenção (nesse caso, você leitor). Meus olhos estão embaçados. De tanto tempo parados, meus dedos estão meio gelados. Dou uma batucada na mesinha para aquecê-los. Olho pro relógio. Está tarde. Ouço gatos lá fora, se esbanjando em puro sexo animal, enquanto aqui, o frio me impede de explorar os limites de minha imaginação e de meu corpo. (Não fiquem chocados. Não escrevo para crianças lerem).
Procuro em meu quarto algo que possa me dar inspiração. Apenas a fraca luz do monitor ilumina os quatro cantos do meu mundinho particular. Enquanto busco algo útil o bastante para ser citado aqui, meus olhos se veem (ironicamente) apertados para enxergar alguma coisa. Os mesmos se chocam com meus antigos adesivos no também antigo armário. Colo adesivos desde que me entendo por gente. E se bobear, desde que ainda não me entendia também. A fraca iluminação tornou-se forte e alva quando virei-me em direção à minha tábula-rasa e reparei que o monitor antes branco e sem vida, estava preenchido. Várias palavras, uma atrás da outra, dando um sentido estranhamente familiar. De onde isso saiu? Quem escreveu isso enquanto eu pensava com meus botões? E porque meus dedos não estão mais frios? (Não pense bobagem) Será que fui eu que escrevi isso?
Passo os olhos rapidamente, e vejo uma coisa meio narração, meio descrição. Uma estranha crônica falando sobre algo não tão distante. Vou chegando ao fim da mesma e vejo algo que me deixou um tanto intrigado. Como se eu tivesse me dividido em dois tempos. É quase como se um "eu" pensasse e contasse para o outro "eu" escrever. Paradoxalmente, vejo estes tempos paralelos um ao outro, mas que se encontram em um mesmo ponto. Este ponto, delimita o fim. O fim das retas. Duas retas paralelas que se encontram no ponto final. Meu professor de português talvez gostasse disso tudo que escrevi. Meu professor de matemática talvez não gostasse de ver uma reta com um final, ou duas paralelas que se encontram. Ou então, os dois lessem isso e me mandassem à merda. Isso tudo é um simples ponto de vista. Mas tecnicamente, o meu ponto de vista. Meu mundinho particular. Sem cantos.
Resposta de Pedro Almeida para o último semanal cultural.
"Se Mano Menezes errar no comando da Seleção, ele será perdoado, pois já diz o ditado: Errar é o mano!"
domingo, 25 de julho de 2010
Fim do mundo?

Venho, pela primeira vez de forma pessoal, informar sobre um assunto muito falado atualmente.
Você sabe o que é Escatologia??
Escatologia ("último", mais o sufixo -logia) é uma parte da teologia e filosofia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final do gênero humano, comumente denominado como "fim do mundo". Em muitas religiões, o fim do mundo é um evento futuro profetizado no texto sagrado ou no folclore. De forma ampla, escatologia costuma relacionar-se com conceitos tais como Messias ou Era Messiânica, a pós-vida e a alma.
(fonte: http://pt.wikipedia.org/)
Como vimos, muitas pessoas acreditam que o mundo tem uma data pré-estabelecida para chegar ao seu fim. Esta crença vem de muitos anos atrás, quando os ditos "profetas" faziam uma série de discursos falando que o planeta Terra iria entrar em colapso e que o caos iria tomar conta. Porém, é claro, 100% delas erraram até agora:
- Muitos diziam que o mundo iria acabar com o início do séc. XXI
- Outros diziam que seria no dia 6/6/6
- Teve até um tal de Nostradamus que disse que iria acabar em 1999...
Algumas dessas "profecias" ainda não podem ser ditas como falsas por contarem com uma época que ainda não chegou. Como o famoso calendário maia, que mostra "claramente" que o mundo vai acabar no ano de 2012. Esta rendeu muito dinheiro para o diretor Roland Emmerich, que dirigiu uma espécie de simulação da catástrofe.
Não vou dizer que não tenho nada contra as pessoas que acreditam nesse tipo de coisa. Pois assim estaria mentindo. Mas o que realmente me preocupa são aquelas que, com medo do "possível" acontecimento, provocaram a própria morte antes de descobrirem que aquilo tudo era uma mentira. E acredite, não foram poucas. Podem ter certeza que ainda mais pessoas irão aderir esta "moda", diante da publicidade que a mídia tem feito sobre o assunto atualmente.
Cabe a você escolher: acreditar em algo com pouquíssimas chances de acontecer e ainda sofrer por isso, ou pensar nisso tudo como mais uma das necessidades humanas de inventar coisas inexistentes para saciar todas as suas dúvidas sobre o Universo.
A grande verdade é que, infelizmente, a melhor solução para a salvação do mundo em que vivemos seria a extinção da raça humana. Estranho, não?!?!
E não queremos isso, queremos?!?!
Então é melhor começarmos a trabalhar por um planeta sustentável que possa abrigar todas as espécies de forma saudável e pacífica.
Se liga.

Fim da novela! (Semanal Cultural)

Mano Menezes é o novo técnico da seleção brasileira de futebol.
Com ótimo currículo, Mano vem de uma série de conquistas com o Corinthians, como: a da segunda divisão do campeonato brasileiro, o campeonato paulista e a copa do Brasil. O novo contratado da CBF deixa o Corinthians em primeiro lugar na tabela do brasileirão, com a sensação de dever cumprido e com o maior desafio de sua vida profissional pela frente.
Seu trabalho pela seleção terá início nesta segunda feira, quando começa a montar o novo time para o amistoso em agosto contra os Estados Unidos!
Mais informações no próximo semanal cultural!
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Novelas no nosso cotidiano

A minha curiosidade em novelas surgiu hoje, na hora do almoço, quando minha avó e minha mãe discutiam sobre novelas. Avó: “Mas essa gente é muito boba, só tem gente ruim nessa novela”. Daí só foi piorando: “Aquela mulher é muito burra, por que ela não fez tal coisa ao invés de fazer isso? Assim ela não estaria com esse problema”. Teve uma que depois eu desisti: “Ai, aquela Fernanda Montenegro é um nojo. Ela fez um monte de maldades com aquele garoto. Não gosto daquela mulher”. Até que soltei um berro: “Cara, isso é uma novela!”. Então fiquei pensando no quanto as pessoas hoje acreditam fielmente nas novelas e resolvi pesquisar. Depois dos dados encontrados, me vi na obrigação de postar:
95,2% dos brasileiros (mais de 17 milhões de residências) possuem TV aberta (dado mais recente – 2006), que por sua vez se resume em poucos canais, entre eles, lidera-se a “Rede Globo”. Em 1990 a Globo atingiu 98% da população, em comparação, em 1960 era praticamente zero o percentual atingido.
Sessenta a oitenta milhões de brasileiros assistem regularmente a novelas noturnas em português.
Tudo bem. Com esses dados já deu para perceber que as novelas “Globais” estão presentes (e muito!) no nosso dia-a-dia. E é disso que eu venho falar!
A novela já se firmou como uma paixão brasileira, e me arrisco a compará-la com o futebol, o carnaval e o samba. O que surpreende é quando a telenovela “sai” da televisão para o mundo real.
De acordo com os autores do estudo, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Rede Globo se torna disponível nas cidades do país.”
OLHA ISSO!
Outro fato que comprova é o famosérrimo “Diário de Luciana”, feito na novela anterior “Viver a vida”. Para quem não sabe, o “Diário de Luciana” é um blog de uma das personagens da novela (Luciana, dãã) que é deficiente física e fala da sua vida, muitas vezes repetindo o que acabou de passar na novela. Até ai, tudo bem. Mas o blog dela era um dos mais visitados cara! Havia centenas de comentários em suas postagens dizendo: “Isso ai, Lú. Te dou a maior força com o Miguel. Não liga para o que os outros pensam de você!”
Gente, a Alinne Moraes (atriz de Lucina) não é paraplégica. Desculpe cortar o seu barato. Mas eu acho legal a ideia da Globo em criar esse blog, encorajando outras deficientes a fazer o seu e tudo mais. O que me preocupa são as pessoas que comentam! (admito, eu já comentei no blog dela)
Quero deixar claro que não sou contra as novelas. Muito pelo contrário. Elas desempenham um papel importantíssimo na sociedade. Aspecto Social: “Os artigos sugerem que alguns programas de televisão podem ser uma ferramenta para transmitir mensagens sociais muito importantes que ajudem, por exemplo, a lutar contra a disseminação da epidemia de AIDS e promover a proteção dos direitos de minorias”. E aspecto econômico: “As telenovelas são consideradas um dos principais produtos de exportação cultural do Brasil”.
Acredito que cada cidadão deve possuir o bom senso ao receber informações. Saber o que é interessante nas novelas (até como forma de entretenimento), mas saber o que não é mais realidade. Afinal, a novela pode até manipular a “massa” com ideologias que favorecem a emissora (isso é outro assunto que eu postarei futuramente).
O que fica desta postagem: Se você é um daqueles que vê um filme de terror e grita: “Olha! Ele está atrás de você!”, ou um jogo de futebol: “Toca cara! Fica ligado o atacante estava sozinho”...como está a sua reação perante as novelas? E a dos outros a sua volta?
Ps: "Novela é que nem sogra. Quem já viu uma, já viu todas." (Adorei...)
"Falha no engano!" (Semanal Cultural)

É pessoal, acho que nessa sexta-feira eu não poderia escolher outro tópico para o nosso primeiro semanal cultural. Principalmente sendo o futebol tão importante para nossa cultura.
Coube a mim então informar, para quem ainda não sabe, que Muricy Ramalho "seria" o novo técnico da seleção brasileira! "Seria" dele, técnico considerado o melhor do Brasil 4 anos seguidos e tricampeão brasileiro, a responsabilidade de organizar a tão falada inovação na busca pelo hexa aqui no Brasil em 2014.
O técnico do Fluminense conversou com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na manhã desta sexta-feira em um clube de golfe, onde recebeu o convite para comandar a nossa seleção.
Tudo parecia estar certo. Porém, a diretoria do Fluminense fez com que a situação mudasse. Em uma entrevista coletiva dada na parte da tarde do mesmo dia, os dirigentes disseram que Muricy fica! Pode parecer uma atitude ruim, porém, é compreensível. O clube carioca fez uma série de investimentos e contratações, com um projeto que visa a conquista do campeonato brasileiro. Projeto este até agora bem encaminhado. Afinal, o tricolor chegou novamente ao topo da tabela após quatro anos e com uma ótima campanha!
Pois é, começou mais uma novela no mundo do futebol! Segundo fontes, Muricy só irá se pronunciar após o clássico de domingo contra o Botafogo. Qual será o seu futuro, e consequentemente o do Fluminense e o da seleção brasileira de futebol?
Isso você saberá aqui, no Esterco filosófico, após a confirmação de novos fatos!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
"Wilson! Me desculpe!"

Gosto de pensar em como é a convivência das pessoas. Gosto de pensar em como acontecem, por exemplo, encontros. Encontros são um bom exemplo do 'social sendo posto em prática'.
Muitas vezes são programados. Um amigo de um amigo pediu pro outro botar a amiga dele na fita daquele. Confuso, não? Muitas vezes, as duas partes estão numa festa, e se sentem atraídos um pelo outro. Estimando aqui, em cerca de 75% dos casos, o homem toma a iniciativa e vai de encontro ao seu alvo de seios volumosos e pernas sedutoras. Bem casual. E temos aquelas vezes que alguém está andando na rua, ou na escola, ou na biblioteca da cidade, e esbarra na sua alma gêmea, derrubando suas sacolas ou livros, e os dois se abaixam para pegar (juntos) e sobem olhando-se devagar. Desculpem, deixa eu desligar a HBO aqui. Depois eu termino de ver na HBO2. Onde eu estava? Ah sim, na realidade.
Eu vejo pessoas falando sobre os relacionamentos que tiveram e do quão ruins foram, e fico pensando se comigo seria diferente. Se eu, no lugar delas, levaria o relacionamento para outra direção. Idiota (eu, você não), mas é claro que sim! Somos pessoas diferentes. Ou eu levaria o relacionamento para o céu ou para o inferno. Convivência é a palavra chave. Talvez minha convivência W com a pessoa X, fosse diferente da que a pessoa Y tem com a X. Entenderam a equação?
x+y= z
w+y= pudim na certa.
É pura matemática! Convivência é algo dinâmico, emocionante, estratégico, pessoal. E é comprovado. O ser humano necessita de convivência. Seja ela ali, na hora, no pêlo, ou seja ela cibernética, via rádio, espiritual, imaginária, etc... Mesmo que você esteja sozinho, perdido em uma ilha, uma hora você vai se ver falando com uma bola, ocasionalmente selecionada no mundo capitalista, para aparecer ali ao seu lado. Sai da HBO meu chefe! Precisamos de convivência, assim como o carbono precisa estar com suas 4 ligações completas para chegar a perfeição química!
Pois bem, gostaria de esclarecer mais uma vez: Não sou o dono da verdade. Aponto aqui, pontos baseados ao meu ver, sobre os assuntos tratados. Estamos abertos à conversas e reflexões. Então, para finalizar, lembre-se disso: somos diferentes! Mas mesmo assim, precisamos uns dos outros. Claro que haverão desavenças. Alguns santos literalmente batem nos outros. Mas não desista! Viva e conviva. (Beba Coca). Abraços meus chefes.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Garotos Fêmea (Semanal Filosófico)

Uma coisa que vem me deixando irritado e, por que não preocupado, são os "meninos fêmea" e toda a reputação e função social que esse tipo de pessoa tem hoje em dia. Vamos primeiro entender o que é isso...
"Menino Fêmea" seria aquele típico garoto "estiloso", que anda na moda, tem um cabelo grande, liso e jogado pro lado. Vocês sabem do que eu estou falando não é? Basta olhar para a imagem acima!
Agora entendam: Minha crítica não é para eles. Muitos são até gente boa. Apesar de que não concordo com a atitude homogênea que esses garotos têm... Mas não é isso que será discutido aqui.
O problema em questão é: A admiração, veneração, ou sei lá o que algumas garotas têm com eles. Essas garotas não valorizam mais os caras originais, estilosos de verdade e com personalidade própria. Quando aparece um garoto que usa all star e um cabelinho jogado, elas ficam apaixonadas! Meu Deus! E ainda dizem que eles são estilosos, e que isso é o que importa em um homem! É uma coisa que me deixa muito irritado, principalmente por que elas ainda criticam quem é "da resistência". Sim: "Da resistência" são aqueles que não adotaram um estilo ou outro de "modinha". E são muito poucos os verdadeiros "resistentes", já que há muitos outros modelos de garotos além dos "fêmea", que podem ser discutidos em postagens futuras.
A mensagem que fica é: Meninas, por favor, revejam seus conceitos de estilo, beleza, personalidade e afins. Não fiquem achando que ponho a culpa em vocês, pois as senhoritas agem assim sem ter muita noção, já que a mídia só joga esses modelos na nossa cara. Mas o que nos difere de um animal, se não sabemos distinguir e selecionar as informações que recebemos? Acima de tudo, se não agimos com bom senso e personalidade no sentido de ouvir nosso coração e nossas vontades , vendo o que é melhor para nós e o que realmente queremos?
Que fique o lado positivo disso tudo(afinal amanhã eu mesmo posso ser um garoto fêmea não é?), e que, com meu pedido, reflitam e analisem melhor o que vocês fazem em relação ao conteúdo aqui exposto. E de verdade: Acredito que por trás de cada garoto fêmea exista uma grande pessoa e um grande talento, já que minha crítica não diz respeito somente ao lado físico deles.
Discutiremos mais sobre esse assunto futuramente, já que ainda tenho muito a dizer sobre isso!
Abraços
O conceito de "sonho"

Você vai pra sua cama, coloca a cabeça no travesseiro e aguarda até o momento abstrato da sua vida no qual horas parecem passar rapidamente. Como se "Cronus" se torna-se "Kairós". Esse momento pode passar muito rápido mesmo, a ponto de ser interpretado como uma boa e simples noite de sono. Porém, algumas vezes ele pode ser cheio de aventuras: De repente você começa a voar do nada, dinossauros aparecem e talvez até a coelinha da playboy do mês, se você der sorte. Ou até de pequenas desventuras: A casa da sua sogra pega fogo e ela vai morar com você; sem nenhum motivo, você está andando numa corda bamba e derrepente você cai e vem aquela terrível sensação seguida de um despertar assustado; ou até a morte de um ente querido...
- Algumas pessoas acreditam que os sonhos são milagrosas "obras do destino". Como se cada um deles fosse uma mensagem do que elas devem, ou não fazer.
- Tem até uma galera que diz que vê o futuro nos sonhos...(probleminha)
- Para Freud, o pai da psicanálise, o conteúdo dos sonhos pode ser definido como "a realização dos desejos".
- Outras teorias científicas explicam o sonho como vários momentos que ficaram na memória, e que se "embolam" na cabeça quando se está dormindo.
Apesar das variadas teorias sobre o assunto, o sonho continua sendo um verdadeiro mistério para o ser humano. Ele é repleto de coisas estranhas que, na maioria das vezes, não fazem o menor sentido.
Contudo, estudos comprovam que o sonho é a prova de que a pessoa dormiu bem! São a prova de uma vida saudável e cheia de enegia!
Por isso se você estiver ae coçando o saco, entediado, sem nada pra fazer...VAI DORMIR PORRA!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Ocidentais versus Orientais

* Bom, nada melhor do que postar nesse blog após defecar. Sem falar que não há lugar melhor para "questionar a vida" do que no banheiro e nessa hora. Aí vai um de meus pensamentos:
Será que um asiático nos vê como "todos iguais"?
É sério. Esses dias eu vi essa foto aí em cima e me espantei. Não consegui responder nenhuma das questões propostas:
- Quem está com sono?
- Quem está quase dormindo?
- Quem acordou agora?
- Quais são os dois gêmeos?
- Quem está com raiva?
- Quem está alegre?
- Quantas mulheres há na foto?
- Quem é o chinês infiltrado entre os japoneses?
Eu me sentiria ofendido se em uma foto minha com uma amiga não conseguissem distinguir o homem e a mulher! Ora bolas, é no mínimo estranho.
Eu fico pensando... Com certeza os asiáticos em geral devem ter vários jeitos diferentes de zombar de um ocidental. Afinal, nós temos diversas maneiras que nós (brasileiros) inventamos para fazer dos orientais uma piada:
- Órgão genital pequeno.
- Visão deficiente. (vide o jogo do Brasil)
- “Tudo igual é um caminhão cheio de japonês”
- Não sabemos diferenciar japonês, chinês, coreano, etc. (bom, eu não me sinto bem quando as pessoas me confundem com um estadunidense, europeu, muito menos um argentino. Sei lá, asiáticos não gostam)
- E por aí vai...
Você já imaginou alguém contando a seguinte piada: Por que a mulher brasileira está sempre rouca? Por que ela grita muito no sexo, afinal o pênis brasileiro é enorme.
A resposta é NÃO. Então com o que esses Japas nos zoam?!
Obs.: Desculpe o péssimo exemplo de piada.
Depois deste pequeno questionamento, eu digo a vocês: Pensem bem antes de zombar do pessoal de olho puxado, mas não deixe de zoar. Eles, lá do outro lado do mundo, devem estar fazendo o mesmo.
Intercâmbio

'Inter' vem de internacional. 'Câmbio', no Houaiss, é: "operação de venda, compra ou troca da moeda de um país pela de outro." No Brasil, Intercâmbio é conhecido como sendo o envio de um estudante (falarei aqui especificamente destes) para que outro, de outro país, venha e fique aqui em seu lugar. Então eu pergunto. Vale a pena fazer intercâmbio? Ou seja, vale a pena você abandonar sua casa, seu lar, por um futuro melhor? Não é o que todos vamos fazer um dia? Mas, que dia seria esse?
Alguns alunos em escolas onde há uma renda que possibilite atividades extra-curriculares, sonham em realizar o chamado Intercâmbio. Ir para países bonitos para aprimorar línguas, ou apenas "conhecer" línguas novas. Se é que me entende.
Na maioria dos casos, essas viagens inter-escolares acontecem durante o Ensino Médio. Durante a adolescência. A adolescência é a fase onde o ser humano tem maturidade suficiente para sair de casa e enfrentar seus problemas, mas não o suficiente que o impeça de ligar para seus pais pedindo ajuda ao fim da merda. Onde começa a pensar no ganha-pão de amanhã. É nessa fase também onde o 'aborrecente' está em contato direto com novas pessoas. Descobrindo e conhecendo amigos, colegas e namorados (as). É nessa idade que você está saindo de casa sozinho, tomando 'umas', e pegando geral na balada (ou festa). É claro que você vai ligar pra papai te pegar. Não pense que não sei que você faz isso. Eu também faço. Pois bem, é nesse período da vida que estamos falando: "Poooxa, eu sou show de bola!" (Claro que com o bom e velho vocabulário jovem.)
É claro também que você terá tudo isso no seu novo país. Nova família, novos amigos, novas baladas e 'parties all night long'. Mas pense bem, você está gastando um dinheirão para ir beber e transar em outro país, ou pelo seu futuro? Se liga mano! O que estás a fazer caro rapaz?
Então voltemos à pergunta: "Vale a pena fazer intercâmbio?" Neste texto, eu apenas levantei questões em relação à esse tema. Não me vejo em posição de responder se vale a pena fazê-lo, ou quando fazê-lo. A vida é vivida ao ponto de vista de cada um. E por isso, aqui me despeço deixando estas circunstâncias para que você leitor, possa refletir, e responder por si só. Então, vale a pena, ou não vale?
Leitura enriquece

"A imaginação é mais importante que o conhecimento". Albert Eistein, físico inovador, demonstra claramente a importância de vizualizar algo que já foi dito para criar algo que será lido e passado adiante de forma cada vez mais bem descritiva e esclarecedora.
O ato de ler, que já é feito desde as primeiras pinturas rupestres até os dias de hoje, é de uma importância significativa para o desenvolvimento educacional da população. Gera uma melhoria na qualificação profissional do país e, consequentemente, seu crescimento econômico.
Além disso, a leitura desenvolve o raciocínio lógico e intera as pessoas na sociedade para que elas possam compartilhar seus saberes umas com as outras. Essa troca faz com que ocorra um melhor "relacionamento" entre as diferentes classes sociais.
Em vista dos fatos argumentados, é possível concluir que o hábito da leitura é essencial para a formação de cidadãos respeitosos e bem qualificados que, por sua vez, formam um país melhor.
Super-homens

O mundo está repleto de heróis. Não desses heróis mitológicos, inventados para divertir as pessoas, nem daqueles "heróis" como políticos e participantes do "Big Brother". Temos heróis que salvam vidas, que colocam a alma de qualquer cidadão na frente das suas e que estão mais próximos de nós do que pensamos.
O "super- homem" dos hospitais, o "homem-aranha" dos corpos de bombeiro, ou até o "professor Xavier" das salas de aula. Esses são os personagens principais que nos garantem um futuro de paz e esperança. Nesses heróis devemos acreditar.
As pessoas confundem os verdadeiros heróis com astros da mídia que, em seus grande feitos televisivos, são comparados ou até mesmo sobrepostos aos que realmente merecem reconhecimento. Contudo, são falsos heróis, que nada contribuem para melhorar a sociedade. São portanto, "descartáveis".
A crença em heróis propriamente dita é vazia e desnecessária. A ideia é passar uma mensagem. E não só uma simples atração para o divertimento popular. É a mensagem de que "com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades".
Como tira-gosto, uma frase:
"A vida é um urso. Na sua estante, é fofa. Mas na hora de ser vivida, é peluda, fedorenta e cheia de dentes." Miguel Toscano
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Prelúdio - A aproximação
Caros futuros leitores. Ao ler estas palavras, vocês acabam de se tornar os nossos leitores do presente. E esperamos que nunca do passado. Nós, do Esterco Filosófico, gostaríamos de dar as boas vindas ao seu espaço de leitura e reflexão sobre situações cotidianas. Um lugar cheio de alegria e conversas sobre assuntos simples, mas que passam despercebidos por seus narizes sujos e peludos. Ao longo do tempo (classificado por alguns como 'Capataz Pulsante', e que mais tarde será explicado), esperamos criar uma relação íntima com cada um. Aproveitem, e tenham uma boa esterco-leitura.
Assinar:
Comentários (Atom)






